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Love Love. Uma espécie de caça ao tesouro tamanho XL em Aveiro

Aveiro vai receber nos próximos três dias (14 a 16 de agosto) um "Mega Evento de Geocaching", onde são esperadas mais de 500 equipas de geocachers para percorrer ruas, pontes e praias.

Só este ano, em Portugal, foram associadas duas mortes à prática desta atividade: um praticante de Santa Maria da Feira morreu no Gerês enquanto fazia caneoning para chegar a uma caixa escondida no rio e, recentemente um homem de 60 anos morreu na Serra dos Candeeiros ao regressar de uma das caixas espalhadas pela serra.

Apesar de tudo, o 100 Espinhos, grupo de amigos que organiza o "Mega Evento de Geocaching" em Aveiro, acredita que a modalidade é segura. O nível de dificuldade dos percursos e do acesso ao local onde estão escondidas as caixas varia de 1 a 5. Numa experiência mais exigente, de nível 5, é aconselhado que o praticante tenha noções básicas de sobrevivência, mas também muita responsabilidade.

O "Love Love - Mega Evento de Geocaching" vai reunir em Aveiro centenas de geocachers portugueses e estrangeiros. Um convívio para trocar experiências desta atividade, considerada desporto para uns, mas apenas lazer para outros.

"Posso ter um acidente ao passar a estrada para ir buscar uma cache que está atrás do semáforo. Posso morrer a atravessar a estrada sem olhar para os lados. Também posso morrer quando subo uma chaminé de 80 metros, sem proteção, e com isso vão dizer que foi a praticar geocaching. Tudo depende da forma como jogamos, se o fazemos com ou sem proteção", afirma Tiago Veloso, da organização, que garante que é preciso desmistificar que se trata de uma atividade de risco.

Ainda assim, para níveis mais exigentes é aconselhável algumas noções de sobrevivência, por isso em Aveiro vai haver formação acerca da temática. "É necessário saber algumas coisas mínimas. Quando vou para terrenos de nível quatro ou cinco levo sempre uma caixa de primeiros socorros. Convém avisar sempre alguém, porque se demoramos muitas horas é porque alguma coisa aconteceu", aconselha.

Em Aveiro, durante os três dias serão dadas centenas de pistas para descobrir centenas de caixas escondidas. A ideia é que, no fim, todos descubram a cidade e os seus recantos. "Tem caches muito boas, das melhores do país. Muito originais e que exigem vários instrumentos para alcança-las, como saber código Morse ou ler mapas".

O Geocaching está cada vez mais na moda e por isso Tiago Veloso garante que nos mais de 500 inscritos não há apenas portugueses. "Vêm pessoas do Reino Unido, da Roménia, da República Checa, e muitos de Espanha", enumera.

Atravessar um rio com caudal elevado, subir a uma torre ou nadar até uma ilha para encontrar uma caixa escondida onde assina o seu nome pode causar adrenalina, mas representa também um risco. No geocaching, a escolha e a responsabilidade recai sempre no praticante.

Aos que querem iniciar-se no geocaching é aconselhável que comecem por desafios de intensidade baixa ou moderada, entre os níveis 1 e 3. A localização das caixas, bem como as dicas, as pistas, os comentários, e o registo da descoberta pode ser feito no site: geocaching.com.

Nos três dias do evento serão oferecidos workshops com experiências ligadas à cidade, como aprender a fazer ovos moles, ou ligadas ao geocaching, como o workshop de sobrevivência e de defesa pessoal.

O Geocaching existe há 15 anos.

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