demografia

Portugal tem a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo

Portugal tem a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo, o que na prática significa que as mulheres portuguesas estão entre as que têm menos filhos.

Em média, cada mulher portuguesa tem apenas 1,3 filhos, muito abaixo do necessário para renovar a população. Este número encontra-se no Relatório sobre a Situação da População Mundial em 2011, feito pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e que está a ser apresentado em várias capitais mundiais.

Numa altura em que a população mundial se prepara para chegar à barreira dos 7 mil milhões de habitantes, os especialistas salientam que nos países ricos as baixas taxas de fecundidade são uma preocupação.

Neste relatório, as Nações Unidas admitem que «a falta de mão de obra ameaça bloquear as economias de alguns países industrializados».

As baixas taxas de fecundidade significam menos pessoas a entrar no mercado de trabalho, numa tendência que põe em causa o crescimento económico e a viabilidade da segurança social.

A ONU diz que em alguns países mais ricos, a falta de jovens «significa incerteza sobre quem vai cuidar dos idosos e sobre quem pagará os beneficios dos mais velhos».

O caso nacional nao é referido, mas nos números apresentados no relatório, Portugal surge destacado.

É o segundo país do mundo com uma taxa de fecundidade mais baixa, numa medida que ajuda a prever o declínio da população.

Abaixo de Portugal só a Bósnia-Herzegóvina. Estamos iguais à Áustria e a Malta.

Traduzindo em numeros: Entre 2010 e 2015 a taxa de fecundidade em Portugal fica-se pelos 1,3 filhos por mulher entre os 15 e 49 anos. Muito longe dos números que se encontram nos países mais desenvolvidos, 1,7, e ainda mais distante do 2,1 que segundo os especialistas é o valor minimo que garante a renovação das gerações.

Ao analisar a evolução da população Mundial, este relatório da ONU salienta ainda os paradoxos do mundo moderno.

Enquanto a falta de mão de obra ameaça bloquear as economias de alguns países industrializados, os desempregados dos países em desenvolvimento encontram fronteiras cada cada vez mais fechadas.

Neste relatório sobre a população mundial, a ONU salienta que apesar da redução da pobreza extrema, a distância entre ricos e pobres está a aumentar.

A ONU prevê que o habitante 7 mil milhões do planeta nasça na próxima segunda-feira, 31 de Outubro, e sublinha que este tamanho recorde da população é «um sucesso para a humanidade».

As pessoas estão a viver mais tempo, apesar de nem todos terem qualidade de vida.

Os especialistas das Naçoes Unidas dizem que uma populaçao mundial de 7 mil milhões representa uma vitória, mas também um paradoxo: ao contrário do que acontece nos países mais ricos, «em alguns dos países mais pobres as altas taxas de fecundidade dificultam o desenvolvimento e perpetuam a pobreza». Apesar da queda nas taxas de fecundidade mundiais, por ano ainda nascem cerca de 80 milhões de pessoas em todo o mundo.

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