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UNESCO: Conhece os locais em Portugal que são Património Mundial?

A Universidade de Coimbra reforça o restrito lote do Património Mundial em Portugal, onde se incluem, entre outros, quatro centros históricos, cinco monumentos e ainda algumas zonas naturais do país.

A Universidade de Coimbra entrou hoje para o restrito lote em Portugal do património mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e juntou-se aos centros históricos de Angra do Heroísmo, Évora, Porto e Guimarães.

Além destes quatro centros históricos, Portugal tem ainda como património mundial o Mosteiro da Batalha, o Mosteiro de Alcobaça, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, bem como o Convento de Cristo, em Tomar.

Portugal conta igualmente com a Paisagem Natural de Sintra, os sítios pré-históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa e de Siega Verde, a Floresta Laurissilva da Madeira, o Alto Douro Vinhateiro, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico e a maior fortificação abaluartada do mundo, em Elvas, como património mundial da UNESCO.

A história da presença portuguesa na restrita lista do património mundial da UNESCO começou em dezembro de 1983, em Florença, Itália, quando o comité entregou aqueles títulos ao Centro Histórico de Angra do Heroísmo, nos Açores, ao Mosteiro da Batalha, ao Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, em Lisboa, bem como o Convento de Cristo, em Tomar.

Três anos depois, em 1986, a UNESCO atribuiu o título ao Centro Histórico de Évora, sendo este, de acordo com os critérios da organização, um «testemunho de uma troca considerável de influências durante um dado período ou numa determinada área cultural» e, tal como Angra do Heroísmo, um «excelente exemplo de um tipo de construção ou um conjunto arquitetónico ou tecnológico ou paisagístico, ilustrando um ou mais períodos significativos da história da humanidade».

O Mosteiro de Alcobaça, com «uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, atendendo ao seu estado de conservação e à sua arquitetura, símbolo de Cister» recebeu o estatuto da UNESCO em 1989 e, em 1995, a Paisagem Cultural de Sintra entrou também na lista, pelo seu «valor universal extraordinário, representando uma abordagem pioneira ao paisagismo Romântico que teve uma destacada influência nos desenvolvimentos de outras partes da Europa».

No ano seguinte (1996), o centro histórico do Porto enriqueceu a lista, seguindo-se, em 1998, a classificação dos Sítios Pré-históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa e de Siega Verde.

A Floresta Laurissilva da Madeira recebeu o título em 1999, seguindo-se, em 2001, o centro histórico de Guimarães, pela sua «preservação excecional».

Nesta mesma sessão de 2001 também o Alto Douro Vinhateiro mereceu a honra atribuída pela UNESCO.

Em 2004, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, nos Açores, foi também considerada Património Mundial e, em 2012, foi a vez de a maior fortificação abaluartada do mundo, em Elvas, ser também classificada.

Também em 2012, Portugal inscreveu o Fado na lista do Património Imaterial da UNESCO, numa iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa.

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