Sociedade

Falta de pessoal no IMT deixa quase 13 mil alunos à espera de exame de condução

Gustavo Bom/Global Imagens (arquivo)

Escolas de condução explicam que muitos dos examinadores saíram do instituto durante a pandemia de Covid-19 ou reformaram-se e não foram substituídos.

A Associação Portuguesa de Escolas de Condução (APEC) alerta que a falta de pessoal no Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) está na origem da lista que já conta com quase 13 mil alunos à espera de um exame para obter a carta de condução.

A edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias conta que, destes, 4723 esperam há mais de três meses e 105 há mais de quatro anos.

Em declarações à TSF, Ricardo Vieira, responsável da APEC, explica que "muitas das pessoas que realizam exames no IMT reformaram-se e não substituíram estas pessoas".

"Nem sequer têm profissionais credenciados, a maior parte dos que fazem exames são pessoas que lá trabalham e tiveram uma pequena formação", acrescenta. A situação, garante, era de "fácil" solução "se o IMT absorvesse os examinadores dos centros privados como os seus trabalhadores".

Portugal, sublinha, é ainda dos poucos países europeus onde as entidades privadas fazem exames de condução e Ricardo Vieira garante que, nestes centros privados onde também é possível fazer exames mediante um pagamento mais elevado por parte dos utentes, não há falta de examinadores.

De acordo com o presidente da APEC, também as escolas de condução se debatem com "falta de pessoal que ensine nas escolas".

"As escolas não estão com capacidade de mandar os alunos todos para exame porque não têm como ministrar as lições", adianta. "Isto é um problema grave e deve-se à falta de condições que os instrutores tinham e que fez com que muitos mudassem para outras atividades diferentes."

Maria Augusta Casaca