As autoridades apelaram para a que população permanecesse em casa durante o ataque em que dez pessoas ficaram gravemente feriadas.
Um ataque armado perto da Universidade Charles, situada na Praça Jan Palachno, no centro de Praga, a capital da Chéquia, fez 14 mortos e 24 feridos, dez deles graves, indicou esta quinta-feira a polícia locao. O atirador foi encontrado morto pelas autoridades, que afastam a hipótese deste ataque estar relacionado com o terrorismo internacional.
O chefe da polícia, Martin Vondrasek, adiantou que a polícia começou a procurar o jovem antes mesmo do tiroteio, depois do seu pai ter sido encontrado morto na vila de Hostoun, a oeste de Praga, para onde o atirador partiu "a dizer que se queria suicidar".
A polícia fez uma primeira busca no edifício da Faculdade de Letras onde o assassino iria frequentar uma aula, mas este último dirigiu-se a outro edifício, localizado nas proximidades, e a as autoridades não o encontraram a tempo.
"O atirador foi eliminado e todo o edifício está a ser evacuado. Há vários mortos e dezenas de feridos", tinha escrito inicialmente a polícia na rede social X.
As autoridades informaram que toda a praça e a área circundante foram encerradas. O Presidente da República checo, Petr Pavel, afirmou estar "chocado com os acontecimentos na Faculdade de Artes da Universidade Charles".
"Gostaria de expressar o meu profundo pesar e as minhas sinceras condolências", escreveu, na rede social X, agradecendo aos cidadãos por terem respeitado as instruções das forças de segurança.
O Hospital Militar Central ativou um plano para responder à receção em massa dos feridos, informou a fonte da imprensa checa CT24.
A polícia apelou ainda aos cidadãos que afastassem do local e permanecessem dentro de casa.
Um jornalista que estuda em Praga partilhou uma fotografia de como os estudantes se barricaram enquanto esperavam que o edifício fosse evacuado.
A administração da universidade terá dito aos funcionários, via e-mail, para "ficarem quietos" e trancarem as portas, após as notícias da ocorrência de um tiroteio num dos edifícios da instituição.
"Fiquem quietos, não saiam daqui, se estiverem nos gabinetes, tranquem-nos e coloquem os móveis em frente à porta, desliguem as luzes", lê-se na mensagem dirigida aos trabalhadores da faculdade, vista pela Reuters.
A presidente da Comissão Europeia manifestou-se "chocada" com a "violência sem sentido" em Praga e apresentou as condolências às famílias das vítimas.
"Estou chocada com a violência sem sentido de um tiroteio que acabou com a vida de várias pessoas", escreveu Ursula von der Leyen na rede social X.
O ministro checo dos Negócios Estrangeiros, Jan Lipavský, diz estar "chocado com o terrível acontecimento na Faculdade de Artes da Universidade Charles".
"As minhas condolências às famílias das vítimas. Penso nos feridos, nos seus entes queridos, nos estudantes e em todos os que foram afetados por este ato terrível", acrescentou.
O presidente da Câmara Municipal de Praga afirmou igualmente estar "completamente chocado com o que aconteceu na Faculdade de Artes de Praga".
O Presidente francês Emmanuel Macron também expressou a sua solidariedade ao povo checo, tal como fizeram muitos outros líderes europeus, incluindo o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
Também o Presidente da República português Marcelo Rebelo de Sousa enviou condolências ao seu homólogo checo, pelo "hediondo ataque".
Já o primeiro-ministro português, António Costa, mostrou-se "profundamente chocado" e endereçou "sentidas condolências às famílias das vítimas e toda a solidariedade para com o povo e o governo checos", enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, apresentou as condolências pelo "trágico e insensato ato de violência".
Embora a violência armada em massa seja incomum na República Checa, o país registou alguns casos nos últimos anos.
Em 2015, um assassino de 63 anos matou a tiros sete homens e uma mulher antes de cometer suicídio num restaurante na cidade de Uhersky Brod, no sudeste do país.
Em 2019, um homem matou seis pessoas na sala de espera de um hospital na cidade oriental de Ostrava, tendo uma mulher morrido dias depois. O agressor também se suicidou, cerca de três horas após o ataque.
*notícia atualizada às 22h24