A seleção nacional joga, esta quinta-feira, a final do Mundial sub-17 frente à Áustria. O selecionador nacional espera "problemas" na final, mas garante que há uma "grande vontade de ganhar"
Portugal está pela primeira vez na final de um Mundial sub-17 e quer continuar a fazer história. O selecionador nacional, Bino Maçães, e o capitão de equipa, Rafael Quintas, esperam um adversário "difícil", que "vai criar grandes problemas", mas estão confiantes nas capacidades da equipa nacional, atual campeão da Europa no escalão.
"Estamos muito felizes por estarmos nesta final, é verdade que nos deu muito trabalho, mas é fruto de todo o trabalho que a equipa fez neste trajeto. E agora vamos defrontar uma excelente equipa, que por mérito próprio também está na final. A Áustria deixou pelo caminho equipas como a Inglaterra, o Japão e a Itália e, por isso, tem de ser, forçosamente, uma equipa muito boa, que nos vai criar grandes problemas", começou por dizer Bino Maçães, em conferência de imprensa de antevisão.
Também Rafael Quintas, capitão da seleção nacional, espera dificuldades na grande final, mas conta com o apoio dos portugueses presentes no Catar para serem bem sucedidos. "Eu acho que a Áustria tem demonstrado muito o valor em campo, tem demonstrado contra os adversários com quem jogou, tem muita capacidade para lutar até o fim do jogo, tem um bom futebol e nós temos trabalhado para tentar contrariar o jogo deles. Acho que os portugueses são e sempre foram o nosso 12.º jogador, são muito importantes, estando aqui ou estando em casa, apoiam-nos sempre. São fundamentais para o nosso sucesso", disse o médio internacional português.
Na reta final da competição, a seleção nacional vai fazer "cinco jogos em 15 dias" e, por isso, pode haver algum desgaste no plantel. Bino Maçães explica que tem adaptado a forma como prepara a equipa para os jogos, para gerir o cansaço acumulado: "É difícil porque quando já disputas nove jogos e eventualmente nós vamos disputar, com a final, cinco jogos em 15 dias, é muito. E ainda por cima nós temos só 18 jogadores de campo e temos três guarda-redes, ou seja, estamos todos muito cansados, é normal, fruto de um grande esforço. Isto apela muito à inteligência dos nossos jogadores, porque, muitas das vezes, tem de ser através de vídeo que temos de mostrar aquilo que pode surgir no jogo e é difícil. Mas a vontade de vencer é muito mais forte do que esse cansaço que possa estar acumulado em ambas as equipas."
Depois de, no verão, os sub-17 terem vencido o Europeu, Bino Maçães quer juntar o título mundial ao palmarés e continuar a fazer história. "A equipa chegou a uma altura, quando disputámos o campeonato da Europa, em que estava muito madura em termos daquilo que nós pretendíamos e o resultado ficou bem à vista. Este ano, estamos a dar essa continuidade, já temos aqui algum tempo juntos, uma grande identificação do treinador com os jogadores e esperemos levar a bom porto este Mundial, porque pode ser, de facto, uma caminhada histórica para a nossa seleção ser campeã da Europa e do Mundo. Era algo muito bonito também para esta geração e merecido por todo o trajeto que eles fizeram agora, nunca desvalorizando de forma alguma aquilo que é o valor do nosso adversário, porque vai ser muito difícil. A dificuldade que vai ser disputar esta final é de 50/50. Agora, temos uma grande vontade de ganhar, sabemos que vai ser muito difícil, que vai exigir muito de nós, sabemos e queremos estar preparados para isso", sublinhou.
O capitão também confia no grupo que venceu o campeonato da Europa para vencer a Áustria na final do Mundial. "Mudaram pouco jogadores desde o Europeu e temos uma equipa confiante, que sabe o que é capaz, sabe respeitar o adversário, mantém essa humildade e está pronta para esta final", disse.
Portugal enfrenta a Áustria, esta quinta-feira, às 16h00, no Catar e procura conquistar o título de campeã mundial, algo inédito na história nacional. O jogo vai ter Relato na TSF.