Política

PS quer ouvir ex-ministro Manuel Pinho "o mais depressa possível"

O líder parlamentar do PS, Carlos César, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, em Lisboa, 18 de abril de 2018. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA Manuel de Almeida/Lusa

Carlos César afirmou que os socialistas estão "evidentemente interessados" em sabe o que o antigo ministro tem a dizer sobre o "caso insólito" de alegados pagamentos pelo BES.

O PS é favorável à audição "o mais depressa possível", no parlamento, do ex-ministro da Economia Manuel Pinho sobre o "caso insólito" de alegados pagamentos, pelo Grupo Espírito Santo, quando estava no Governo, informou o líder parlamentar do PS.

Para o líder da bancada socialista, Carlos César, é necessário "escrutinar todas as decisões que ele [Manuel Pinho] pessoalmente tomou enquanto foi governante e que se possam relacionar com a situação que lhe é imputada e que ainda não desmentiu".

"Há toda a vantagem em que essa audição seja feita o mais depressa possível", defendeu Carlos César.

O "caso insólito" a que Carlos César se refere foi noticiado, em 19 de abril, pelo jornal online Observador, segundo o qual há suspeitas de Manuel Pinho ter recebido, entre 2006 e 2012, cerca de um milhão de euros.

Os pagamentos terão sido realizados a "uma nova sociedade 'offshore' descoberta a Manuel Pinho, chamada Tartaruga Foundation, com sede no Panamá, por parte da Espírito Santo (ES) Enterprises - também ela uma empresa 'offshore' sediada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas e que costuma ser designada como o 'saco azul' do Grupo Espírito Santo".

As transferências, de acordo com o jornal, que cita um despacho de 11 de abril dos procuradores Carlos Casimiro e Hugo Neto nos autos do caso EDP, "terão sido realizadas 'por ordem de Ricardo Salgado' ao 'aqui arguido, ex-ministro da Economia Manuel Pinho'".

No domingo, passados dez dias sobre a divulgação da notícia, o presidente do PSD afirmou que vai pedir a audição do ex-governante. "O PSD vai tomar a iniciativa de chamar o ex-ministro Manuel Pinho ao parlamento no sentido de ele poder dar, do ponto de vista político, as explicações que ache que deve dar ao país", declarou.

Lusa