Turismo

Comboios a vapor regressam à Linha do Corgo

Os comboios a vapor vão regressar à linha estreita do Corgo, entre as cidades da Régua e Vila Real. Com vista a promover viagens turísticas, todos os profissionais do comboio vão vestir-se a rigor e nas estações serão abertas lojas para venda de artigos regionais.

Os comboios a vapor vão voltar a circular entre as cidades da Régua e Vila Real, com o objectivo de explorar turisticamente os 25 quilómetros da linha do Corgo.

Este projecto, que deverá ter início no decorrer do próximo ano, envolve a CP, a REFER e outros operadores, tendo como objectivo explorar com fins turísticos a linha do Corgo, na qual já não são utilizadas as máquinas a vapor desde 1981.

Para o efeito, uma locomotiva «Henschel e Sohn» da série 2000, fabricada na Alemanha no início do século, e que actualmente está no parque de recolha da Régua, vai ser recuperada nas oficinas de Guifões, concelho de Matosinhos.

Esta máquina a vapor circulou durante muitos anos na linha do Corgo, entre a Régua e Chaves, numa altura em que o percurso ferroviário ainda se fazia até esta cidade.

O projecto de aproveitamento turístico da linha prevê a criação de pontos de água em algumas estações, que se destinarão ao abastecimento das caldeiras da locomotiva.

Por outro lado, está prevista ainda a venda de artigos regionais e vinho do Douro, em lojas a criar nalgumas estações.

O percurso entre Vila Real e a Régua demorará uma hora e todos os trabalhadores, desde o maquinista ao revisor, utilizarão os trajes tradicionais da década 20.

Para que as faúlhas da locomotiva não originem incêndios, antes dos comboios começarem a circular será efectuada uma limpeza nas zonas mais próximas da linhas.

De momento, esporadicamente circula na linha do Corgo um comboio histórico, dirigido por uma locomotiva a diesel.

A via entre as cidades de Vila Real e Régua possui quatro estações - Tanha, Alvações, Povoação e Carrazedo - e os apeadeiros do Corgo e Cruzeiro.