Savimbi

Portas critica paz celebrada com «acto de sangue»

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defende uma política externa imparcial em relação às questões de Angola, e critica aqueles que falam de um processo de paz iniciado com um acto de sangue, referido-se à morte de Jonas Savimbi.

Uma política externa imparcial, nomeadamente, sobre as questões ligadas a Angola, é uma exigência do líder Popular Paulo Portas, que «não vê com bons olhos» celebrar a paz com um acto de sangue.

Portas falava durante um almoço, em Oliveira do Bairro, com cerca de 500 militantes do CDS-PP, quando disse estar impressionado com a alegria que alguns demonstram quando vêem um corpo crivado de balas, referindo-se à morte do líder da UNITA, Jonas Savimbi, assassinado, na passada sexta-feira.

«Haja pudor e decência», pediu Portas, criticando os que, este domingo, vão receber o presidente de Angola como se fosse um democrata, e como se não fosse o mandante de um crime e não dirigisse um país onde os dirigentes gozam de opulência, luxo e riqueza enquanto o povo está entregue à fome e à miséria».

O líder do CDS-PP frisou ainda que Portugal deve estar na Europa de uma forma moderada, afirmando que «Quanto a Espanha bom vento, mas não demasiado envolvimento e quanto a África isenção e trabalho pela paz e, nunca por nunca, subserviência seja a quem for».

Para Portas é tempo de Portugal «pôr os pés na terra e tratar daquilo que tem de tratar, em vez de estar sempre a meter-se em novas euforias que custam caríssimo aos contribuintes».

O líder do CSD-PP referia-se à necessidade de se efectuarem pequenas e médias obras, reparação de pontes, correcção de traçados e melhoramento das acessibilidades.

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