Polícia Judiciária

Portas nega ligação entre demissões e caso Moderna

Entrevistado, esta noite, no Telejornal da RTP, Paulo Portas saiu em defesa da ministra da Justiça e rebateu as suspeitas levantadas pelo PS lembrando a data de entrada de Maria José Morgado para a Polícia Judiciária.

O ministro da Defesa, Paulo Portas, negou, quarta-feira, a existência de qualquer ligação entre as demissões na direcção da Polícia Judiciária (PJ) e as investigações do caso da Universidade Moderna.

Entrevistado, esta noite, no Telejornal da RTP1, o líder do CDS/PP saiu em defesa de Celeste Cardona rebatendo as suspeitas levantadas pelo deputado do Partido Socialista, Eduardo Cabrita, que afirmou suspeitar que a forma como Maria José Morgado conduzia as investigações à Moderna estava a «causar incómodo» à ministra da Justiça.

Lembrando a data de entrada de Maria José Morgado para a PJ, o ministro da Defesa declarou que «a investigação começa em 1999 e termina no primeiro semestre de 2000. Quando é que entra essa directora para a Judiciária? Entra depois. Não tem nada a ver com a Universidade Moderna, ou seja, a acusação foi feita por outros magistrados do Ministério Público».

Portas defendeu a «honorabilidade» de Celeste Cardona, que disse «merecer respeito», salientando que as suspeitas sobre as suas (e do CDS/PP) ligações à Moderna «têm anos» e frisou que se sente «à vontade no assunto».

O ministro de Estado e da Defesa também não admite que se coloque em causa a honra do novo director nacional da Polícia Judiciária, lembrando que foi Adelino Salvado que fez o julgamento da FP25 de Abril, que «andou com protecção judicial e que resolveu juridicamente o caso, talvez, mais delicado da justiça portuguesa nos últimos 27 anos, a sua probidade exige respeito».