Iraque

Durão viu provas da existência de armas proibidas

O primeiro-ministro continua «absolutamente convencido» de que o Iraque tinha armas de destruição maciça antes da intervenção norte-americana no país e garantiu ter visto, em Londres, as provas da existência dessas armas.

Durão Barroso afirmou hoje que continua a estar «muito feliz» com a queda do regime de Saddam Hussein no Iraque, que constituiu «um progresso para o país, para a região e para o mundo».

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O primeiro-ministro, que falava à saída de uma conferência no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa, afirmou estar«absolutamente convencido» da existência de armas de destruição maciça no Iraque, garantindo que, de resto, esse é um dado de que «toda a gente sabe».

Questionado pelo repórter da TSF sobre se viu as provas da existência dessas armas disse. «Com certeza que vi. Estão mortas as pessoas. Há os cadáveres. Toda a gente sabe que foram utilizadas armas de destruioção maciça no Iraque contra o seu próprio povo e contra os iranianos. Isso não é discutível».

Para o primeiro-ministro, «a questão é saber se foram destruídas ou não antes da intervenção norte-americana» no Iraque.

O presidente Bush reiterou hoje, numa visita às tropas norte-americanas estacionadas no Qatar, que «a verdade será descoberta» e que o Iraque tinha capacidade para produzir armas de destruição maciça.

A existência de armas de destruição foi a principal justificação para a intervenção anglo-ameriacana no Iraque. Os EUA dizem já ter descoberto laboratórios de produção de armas químicas e biológicas no país.

Estas alegações ainda não foram comprovadas no terreno por nenhuma entidade independente internacional.