Setembro

Despedidas da Feira Popular de Lisboa são «à borla»

A Feira Popular de Lisboa vai encerrar definitivamente a 30 de Setembro, pelo que as entradas naquele espaço serão gratuitas até ao fim do mês. A Fundação «O Século» diz que o objectivo passa por dar oportunidade às últimas despedidas.

O encerramento do parque de diversões será no fim deste mês, ou «no limite» a 5 de Outubro. Emanuel Martins, da administração, adiantou que se «encerra esta Feira Popular, porque outro parque de diversões do género há-de surgir na capital», disse à Lusa.

«A iniciativa das entradas gratuitas tem o objectivo de proporcionar a toda a população de Lisboa uma última visita ao espaço de diversões mais conhecido e antigo de Portugal, que marcou positivamente várias gerações de crianças», acrescenta a Fundação «O Século», em comunicado.

A Câmara Municipal de Lisboa estabeleceu um protocolo com a administração da Feira Popular, onde estabelece que vai reatribuir as receitas estimadas da bilheteira de Setembro à Feira Popular.

A administração da Fundação, criada em 1998, refere que para cumprir a sua obra social, que passa pelo apoio às crianças desfavorecidas na Colónia Balnear «O Século», com 76 anos de existência, e pela acção junto da terceira idade e junto de pessoas com deficiências ou refugiados, «muito contribuíram» as receitas da Feira Popular.

A colónia balnear já recebeu mais de 150 mil crianças e com o encerramento daquele espaço de diversões, a Câmara Municipal de Lisboa, através do protocolo celebrado em Julho, garante a manutenção da obra social, que se baseava financeiramente nas receitas da Feira Popular.

Até à construção do novo recinto, a Fundação «O Século» vai receber verbas no valor da média das receitas brutas mensais da Feira Popular durante os últimos cinco anos. A autarquia vai ainda assumir a responsabilidade das indemnizações aos comerciantes que vão ter de abandonar aquele espaço.

O protocolo define ainda que será a Câmara de Lisboa a conceber e construir o novo parque de diversões da cidade, mas este pode depois ser gerido pela fundação, que pode ainda optar por não participar na gestão, recebendo então uma contribuição líquida anual de 1,2 milhões de euros.

O espaço tem, além da montanha russa, carrinhos de choque, carrosséis e outras diversões, cerca de 50 restaurantes. No último mês de actividade haverá espectáculos diários, com a presença de artistas nacionais, ranchos folclóricos e fados.