Setúbal

PCP confirma saídas de presidente e vereador de autarquia

A concelhia de Setúbal do PCP confirmou a saída do presidente da Câmara de Seúbal, Carlos de Sousa, e do vereador Aranha Figueiredo, com Maria das Dores Meira a assumir a liderança da autarquia. Carlos de Sousa deverá explicar a sua renúncia ainda esta quarta-feira.

A concelhia de Setúbal do PCP confirmou, esta quarta-feira, a substituição do presidente da Câmara de Setúbal pela actual vice-presidente e vereadora da Cultura, Maria das Dores Meira, que se deverá manter no cargo até final do mandato.

Numa nota emitida após o final de uma reunião da concelhia comunista, o PCP confirmou ainda a saída do vereador Aranha Figueiredo, que a par com o presidente Carlos de Sousa, deverá apresentar a sua renúncia ainda esta quarta-feira.

Para colmatar a saída destes dois autarcas, o partido confirmou também as entradas de Eusébio Candeias e do actual presidente da Junta de Freguesia do Sado, Rui Higino.

No documento, o PCP justifica estas mudanças com a necessidade de «renovar energias, rejuvesnecer e reforçar a equipa para melhor enfrentar os desafios» que a autarquia tem pela frente.

No comunicado, o partido saudou as entradas dos novos autarcas para a câmara, lembrando a «herança e gestão ruinosa do PS que colocou a autarquia de Setúbal em situação particularmente difícil», mas nunca falando no que levou ao afastamento de Carlos de Sousa e Aranha Figueiredo.

Segundo uma fonte partidária, que pediu o anonimato, o PCP «tem uma análise pouco favorável do trabalho autárquico e da falta de coordenação da equipa liderada por Carlos de Sousa».

O coordenador da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP, Armindo Miranda, negou que uma investigação da Inspecção-geral da Administração do Território (IGAT) a um alegado conluio entre autarcas e trabalhadores da câmara esteja na base desta saída, adiantando que a autarquia «ainda não foi notificada das conclusões» deste órgão.

Fontes comunistas que pediram anonimato, citadas pela Lusa, reafirmam que as «saídas de Carlos de Sousa e Aranha Figueiredo resultam da falta de coordenação e do endividamento cada vez maior da autarquia» e não das conclusões do relatório da IGAT.

O PCP considera mesmo que a divulgação do relatório do IGAT «poderá configurar a utilização politico-partidária de um organismo do Estado» contra o município.

Carlos de Sousa participou na reunião da comissão política do PCP, mas remeteu todas as explicações sobre a renúncia para um encontro com os jornalistas a realizar ainda esta quarta-feira de manhã na Câmara Municipal de Setúbal.