Manuel Pinho

«Custos salariais são mais baixos que a média da UE»

Manuel Pinho entende que os chineses devem investir em Portugal por causa dos baixos salários portugueses em relação ao resto da UE. Já José Sócrates quer que o número de empresas portuguesas na China aumente rapidamente para cem.

O ministro da Economia chamou à atenção dos empresários chineses para o facto de Portugal ter um «custos salariais mais baixos que a média da União Europeia» e de haver uma menor pressão para o aumento destes custos em relação aos países que recentemente entraram na União.

Na abertura do Fórum de Cooperação Empresarial 2007, Manuel Pinho frisou ainda que há outras boas razões para que os empresários chineses invistam em Portugal.

O titular da pasta da Economia lembrou que Portugal faz parte da União Europeia, tem relações «privilegiadas» no continente africano e no Brasil, mas também «condições ideais» a nível interno.

«Portugal é um país em que há segurança e estabilidade política, características que não se registam noutros países europeus», recordou Manuel Pinho, que lembrou ainda os «bons portos e boas vias rodoviárias» portuguesas.

A qualificação dos cidadãos também não foi esquecida pelo ministro da Economia, com Manuel Pinho a fazer que «Portugal introduziu o inglês no Ensino Básico» e que as universidades portuguesas «têm acordos com algumas das melhores universidades do mundo, em particular nos EUA».

Manuel Pinho aproveitou ainda a oportunidade para elogiar a cidade de Pequim, chegando mesmo a considerar que uma das principais avenidas da capital chinesa lhe fazia lembrar a Madison Avenue, de Nova Iorque.

Presente no mesmo Fórum, o primeiro-ministro português disse querer que o número de empresas portuguesas na China aumente rapidamente das actuais 25 para cem.

José Sócrates reforçou que Portugal leva bastante a sério o facto de a China e Portugal terem assinado um acordo de cooperação estratégica, sendo essa das justificações para o facto de estarem integrados nesta visita vários ministros e secretários de Estado, bem como uma comitiva de empresários «do melhor que Portugal tem».

«A economia é uma prioridade entre os dois países - e ainda bem que assim é, porque nada contribui mais para uma boa relação política do que uma boa relação económica entre dois países», explicou Sócrates, que entende que a China é uma «força geo-política que ninguém pode ignorar».

Sócrates reiteirou ainda as palavras de Manuel Pinho, ao desejar que mais empresas chinesas invistam em Portugal, pois o país «tem actualmente capacidades e qualificações suficientes para produzir produtos com elevada sofisticação tecnológica».