Filinto Lima

Filinto Lima

"Espelho meu, espelho meu, haverá alguém capaz de convocar mais greves do que eu?"

Na última ronda negocial, concluída no final da semana passada, não se vislumbrou o esperado fumo branco em sinal de harmonia, antes porém, foram lançadas mais achas para uma fogueira que consome esperança, direitos, tempo e energias. As ações multiplicam-se em reação e em oposição: o ministério da Educação (ME) requereu o decretamento de serviços mínimos, tendo o Tribunal Arbitral fixado por unanimidade, algo que poderá interferir diretamente na estratégia sindical, e um sindicato convocou a 2.ª Marcha Nacional pela Escola Pública, estendendo convite a outros sindicatos de professores e de outras profissões. Uma federação de sindicatos anunciou a sua entrada na "luta", convocando greve nacional de professores, e o ME pediu um parecer em dose dupla: à Procuradoria-Geral da República e ao Centro de Competências Jurídicas do Estado. E o estado das coisas vai no sentido de se "um diz mata, o outro diz esfola".