Rosália Amorim

Rosália Amorim

Pandemia + guerra = Portugal mais pobre

O Governo vai avaliar "natureza de inflação" na atualização de salários de 2023. Promessa da Ministra Mariana Vieira da Silva. Referiu ontem que executivo "já foi claro" na indisponibilidade para subida intercalar neste ano e não se compromete a acompanhar inflação no próximo. A ministra da Presidência falou após uma primeira reunião com as estruturas sindicais da função pública que serviu para listar prioridades negociais e referiu que "essa atualização salarial terá em conta os valores da inflação, mas também a avaliação que for feita da natureza dessa inflação nesse momento" bem como "do sucesso das medidas que, entretanto, estamos a tomar para conter os preços e, naturalmente, como sempre da situação do país."

Rosália Amorim

Custos económicos e políticos de uma guerra

Os portugueses fazem e refazem contas para acomodar a alta generalizada de preços a que estão sujeitos. Depois da pandemia, que já tinha feito disparar os preços de alguns produtos, e também serviços como transportes de contentores, fretes e logística, agora a guerra na Ucrânia agudizou a situação. Massas, pão, óleo, rações, carne, leite e ovos são alguns dos produtos que poderão ver o preço subir esta semana e nas próximas. Mas não só, a fatura mais visível e imediata da guerra afeta o preço dos combustíveis, que já bateu máximos de 16 anos. E apesar do preço do petróleo já ter abrandado nos mercados internacionais nos últimos dois dias, nada disso ainda se sente nas bombas de combustível.

No caso dos alimentos, "não vale a pena ir a correr aos supermercados, não está em causa o abastecimento de produtos nas prateleiras de supermercados", alertou esta semana o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira. Na última semana, as prateleiras ficaram mais vazias não por receio de falta de stocks, mas para tentar poupar alguns euros na conta mensal de supermercado.