"Radar humano" em Lisboa vai olhar com atenção para as pessoas de idade avançada

Conteúdo Patrocinado. Lisboa está a operar com "radares humanos" um pouco por toda a cidade. O objetivo? Estar atento às pessoas 65+, principalmente aos sinais de isolamento e solidão. E todos podem ser um radar.

A cidade de Lisboa tem crescido exponencialmente nos últimos anos, especialmente em número de pessoas. Os últimos números indicam que esse crescimento é bastante significativo na população idosa, estimando-se que na capital cerca de 132 mil pessoas tenham 65 ou mais anos. Destas 132 mil, 85 mil vivem sozinhas ou acompanhadas por grupos da mesma faixa etária.

Com estes dados, é necessária uma preocupação constante com estes grupos de pessoas, quer pelo sentido de responsabilidade social, quer pelo risco que correm ao estarem em situações de isolamento ou solidão.

Foi com base nesta preocupação que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa criou o Projeto Radar, que com a assinatura "Falar, Escutar, Cuidar", vai "para a rua" a partir de dia 7 de janeiro. Um projeto comunitário, no âmbito da responsabilidade social.

É um projeto pioneiro em Portugal já que atua em cooperação com outros órgãos e instituições sociais da capital de modo a chegar junto dessa população mais vulnerável. Para que a intervenção seja eficaz e adaptada a cada situação social, é fundamental o papel dos "radares".

Qualquer um pode ser um "radar", basta estar atento aos mais variados sinais tanto no bem-estar na pessoa como noutras pequenas ações, como o seu quotidiano. Para além disso, este projeto da Santa Casa funciona em rede com outras entidades, o que acaba por permitir uma maior coesão e um maior acompanhamento pessoal. Essa ajuda tanto pode vir de voluntários destacados para esse olhar mais atento, como pode passar pela comunidade local (vizinhos) ou por instituições e serviços comunitários (farmácias, comércio local). O projeto vai ainda ter equipas multidisciplinares nas ruas, a partir de 7 de janeiro, para questionar porta a porta pessoas em situação de isolamento e/ou solidão de modo a que sejam avaliadas, encaminhadas e apoiadas.

Para ajudar, pode facilmente seguir a lógica do "Falar, Escutar, Cuidar e estar atento aos mais variados sinais ou às mudanças bruscas de rotinas, comunicando-os aos "radares" comunitários. Os sinais podem ir desde a ausência da pessoa no dia a dia ou da ausência da participação na comunidade. Desta forma, lembre-se, poderá estar a detetar situações de isolamento, permitindo uma intervenção antecipada e ajustada a cada perfil e contexto social da pessoa.

Com o objetivo de proporcionar novas formas de cidadania, intergeracionalidade e de participação no espaço público este assume-se como um projeto inovador e pioneiro em Portugal, operando em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa, o Instituto de Segurança Social, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Polícia de Segurança Pública, a rede social de Lisboa e Juntas de Freguesias da cidade.

Mais informações sobre o projeto estão disponíveis através do Informativo Radar 213 263 000 ou através do e-mail lisboacidadetodasidades@scml.pt.

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