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"Dido e Eneias", ópera coreografada

Dido e Eneias, a partir da ópera de Purcell, o compositor britânico, com coreografia de São Castro e António Cabrita.

Dido e Eneias é a única ópera de Henry Purcell, o compositor do barroco britânico, a partir do livro do poeta da antiguidade Virgílio. Esta coreografia parte desse convite de Luísa Taveira (a anterior diretora artística da Companhia Nacional de Bailado) aos coreógrafos António Cabrita e São Castro e a ideia foi seguir a ópera, ler-lhe as palavras e ficar tudo.

A música que trouxe as palavras, matéria-prima já habitual no trabalho dos dois coreógrafos e que aqui, na ópera, tem um papel também neste movimento sempre muito físico, quase atlético, dos bailarinos. A história está cá toda, a da ópera, "Dido e Eneias" - Dido, a rainha e Eneias, o libertador. Um grupo de bailarinos que faz a massa de um todo, e que se desdobra nos vários momentos e personagens, 24 bailarinos que se mantêm sempre em palco e vão pulsando, criando cada uma das personagens. A ópera de Purcell é trágica, a história de Dido e Eneias é trágica, acaba com o lamento da rainha Dido na partida de Eneias. Aqui o lamento é outro - é o olhar de São Castro e António Cabrita.

"Dido e Eneias" estreia esta quinta-feira à noite no Teatro Camões, no Parque das Nações em Lisboa. Fica de quinta a sábado às 21:00, aos domingos às 16:00 e ainda às quartas às 15:00 para as escolas. Até 22 de outubro.

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