Busto de Vergílio Ferreira regressa à Praça de S. Pedro

"Quero ir para Melo e consumir-me lá a ouvir o vento do inverno", disse um dia Vergílio Ferreira cuja memória regressou esta manhã à Praça de S. Pedro, em Gouveia.

Há dois anos a estátua do escritor foi roubada mas o escultor conseguiu refazer o busto e esta sexta-feira foi inaugurada para gáudio da população. "Foi a 3 de abril de 2014. É data gravada a cinzel no granito gouveense. As estátuas dos mais insignes filhos de Gouveia foram levadas durante a noite", conta Eduardo Duarte, que conviveu com Vergílio Ferreira, que não esconde a emoção quando recorda o roubo.

O jornalista Amadeu Araújo foi assistir ao regresso do busto de Vergílio Ferreira à Praça de S. Pedro

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Ao lado Ilídio Lopes também é cáustico na apreciação da desfeita: "foi uma selvajaria".

Valeu o escultor que conservou o molde e a memória. Fernando Fonseca recorda que "o molde inicial teve que ser refeito e eu guardei as alterações. Depois a fundição voltou a encher e conseguimos recuperar o busto". O escultor lembra Vergílio Ferreira como "pessoa misteriosa e difícil de apanhar. Mas guardo boas recordações desse tempo. Esteve sempre disponível e foi compreensivo com a complexidade do trabalho".

As comemorações do centenário do nascimento de Vergílio Ferreira prosseguem nesta sexta-feira e amanhã a TSF transmite, em direto da Biblioteca de Gouveia, o programa Terra a Terra com a memória do escritor. Na tarde de sábado decorre um colóquio evocativo e, à noite, o Teatro Cine de Gouveia recebe a peça "em memória ou a vida inteira dentro de mim".

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