Construção naval em madeira está a "naufragar"

Na Póvoa de Varzim resistem os estaleiros Viana, mas não se sabe por quanto tempo. Uma reportagem TSF.

Com a construção naval a mostrar sinais de crescimento, depois de terem sido reativados os estaleiros navais de Viana do Castelo e do Mondego, os pequenos estaleiros de construção de pequenas embarcações em madeira estão em vias de extinção. São cada vez menos este tipo de estaleiros vão fechando não porque falte trabalho, mas porque falta mão-de-obra.

Na Póvoa de Varzim resistem os estaleiros Viana, mas não se sabe por quanto tempo. É uma empresa familiar, tem apenas três trabalhadores e, um dos proprietários contou ao repórter Miguel Midões que, mais tarde ou mais cedo, o fim será inevitável.

Encontramos José Viana a amolecer a madeira que vai aplicar no Cego do Maio, uma embarcação salva-vidas em madeira, outrora utilizada na Póvoa de Varzim. Trabalho não lhe falta, mas José Viana está prestes a baixar os braços. Perceba porquê na reportagem áudio.

Embarcações de madeira ainda há muitas, o que escasseia é quem consiga repará-las. José Viana tem 72 anos, começou num estaleiro naval aos 14.

Quanto ao futuro dos estaleiros navais de construção de barcos em madeira, José Viana prevê uma maré baixa de oportunidades.

Estaleiros navais na Póvoa de Varzim há ainda alguns, mas exclusivos de construção e reparação de embarcações em madeira, conta-nos José Viana, só o seu e de seu irmão, e ao que parece com os dias contados.

Depois da crise de 2008, a construção naval entrou em declínio. Grandes estaleiros como os de Viana e do Mondego fecharam. Contudo, os primeiros sinais de recuperação surgiram em 2013, com a compra dos estaleiros de Viana pela Martifer e, em 2015 com a reativação dos Estaleiros do Mondego pela Atlanticeagle Shipbuilding, iniciou-se a recuperação do setor, mas ao que parece não chega aos pequenos estaleiros navais de construção de barcos em madeira.

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