Cultura

Canção do Bandido, é uma Nova Ópera

é uma ópera cómica, estreia esta noite no Teatro da Trindade, em Lisboa, Canção do Bandido, inspirada na história popular, do macaco de rabo cortado, aqui o macaco é advogado e seduz todas as mulheres.

Este Macaco, ao contrário da história tradicional, de onde vem a primeira inspiração, aquela espécie de lenga lenga do macaco de rabo cortado, Do rabo fiz navalha, da navalha fiz sardinha, e por aí fora, até da camisa fiz viola, e eu vou para Angola, aqui este macaco, que é uma outra espécie de macaco, escreve Pedro Mexia no libreto e encena Ricardo Neves Neves, não vai para Angola. Canção do Bandido,, é uma ópera buffa, cómica, já se está mesmo a ver, estás a cantar a canção do bandido macaco, e este macaco, está num escritório de advogados, sapatos envernizados com vivos brancos, fato cintado, um pintas. como estamos a falar de uma ópera, música escrita por Nuno Corte Real que é também o maestro, música de agora, contemporanea? Já não quer dizer nada esse conceito, diz o compositor que apesar de escrever a sua própria música, foi buscar, aqui e ali elementos de Don Giovanni, ou de música popular. O coro são os colegas do escritório, os trabalhadores que lhe batem nas costas e vão invejando as conquistas femininas é como um coro grego que pontua aqui neste caso, a ópera. No fim são as mulheres que afinal têm o poder, esse poder sobre este homem que todas queria ao mesmo tempo. É um macaco...este macaco da Canção do Bandido, espelho de muitas atitudes, em ópera, a cantar.

Música & direção musical Nuno Côrte-Real Libreto Pedro Mexia Encenação Ricardo Neves-Neves Cenário Henrique Ralheta Figurinos Rafaela Mapril Desenho de luz Luís Duarte
Cantores André Henriques (Macaco), Bárbara Barradas (Bruna), Cátia Moreso (Severa), Inês Simões (Esmeralda), Marco Alves dos Santos (Oponente), Sónia Alcobaça (Selvagem)
Orquestra Sinfónica Portuguesa Maestrina titular Joana Carneiro I Violinos Pavel Arefiev, Leonid Bykov, Iskrena Yordanova, Laurentiu Ivan-Coca II Violinos Paula Carneiro, Klára Erdei, Kamélia Dimitrova, Lurdes Miranda Violas Ceciliu Isfan, Vladimir Demirev, Sandra Moura Violoncelos Hilary Alper, Carolina Matos, Luís Clode Contrabaixos Pedro Wallenstein, João Diogo Duarte Flautas João Vidinha* Oboés Ricardo Lopes Clarinetes Francisco Ribeiro, Cândida Oliveira Fagotes Carolino Carreira Trompas Paulo Guerreiro, Carlos Rosado Trompetes António Quítalo Trombones Hugo Assunção Tuba Ilídio Massacote Tímpanos Elizabeth Davis Percussão Lídio Correia Harpa Carolina Coimbra* Teclado midi Joana David, Nuno Margarido Lopes
Coro do Teatro Nacional de São Carlos Maestro titular Giovanni Andreoli Maestro assistente Kodo Yamagishi Tenores Alberto Lobo da Silva, Alexandre S. David, Arménio Afonso Granjo, Carlos Pocinho, Carlos Silva, Diocleciano Pereira, Francisco Lobão, João Cipriano, João Monteiro Rodrigues, João Queiroz, João Rodrigues, Luís Castanheira, Mário Silva, Nuno Cardoso, Rui Pedro Antunes e Victor Carvalho Baixos Alexandr Jerebtsov, Carlos Homem, Carlos Pedro Santos, Ciro Telmo Martins, Costa Campos, Eduardo Viana, Enrico Caporiondo, Frederico Santiago, João Miranda, João Oliveira, João Rosa, Leandro Silva, Nuno Dias, Osvaldo Sousa e Simeon Dimitrov

Assistência de encenação Rafael Gomes e Diana Vaz Diretor musical de cena João Paulo Santos Maestros correpetidores Joana David e Nuno Margarida Lopes Direção de cena Bernardo Azevedo Gomes (Diretor) e Álvaro Santos Apoio direção de cena Tiago Cortez Técnico de palco Filipe Bastos Operação de luz Alexandre Costa Operação de som António Pinto Produção executiva Força de Produção Coprodução Teatro da Trindade INATEL, Teatro Nacional de São Carlos e Temporada Darcos

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