Livros

"Devemos falar abertamente da Guerra Colonial"

Esta quinta-feira assinalam-se 55 anos do início da Guerra do Ultramar. "Neste Cais, Para Sempre", do autor Ernesto Salgado Areias, pretende retomar o tema "que interessa a todos os portugueses".

Angola foi a primeira colónia. Seguiram-se Guiné-Bissau e Moçambique. Assinalam-se esta quinta-feira 55 anos do início da Guerra do Ultramar. A 4 de fevereiro de 1961, o MPLA (Movimento Popular e Libertação de Angola) atacou a prisão de São Paulo, em Luanda, e uma esquadra de polícia. Na mesma altura, a norte do território, a UPA (União das Populações de Angola) desencadeou vários ataques contra a população branca.

O tema é um dos destaques do livro "Neste Cais, Para Sempre", uma obra que pretende que a Guerra Colonial seja debatida. "Creio que não há nenhum português que não se sinta lá dentro, é sobretudo um desafio a que se faça uma reflexão sobre o que foram os anos de chumbo do antigo regime", diz Ernesto Salgado Areias.

Uma viagem pela ruralidade, a emigração clandestina e as vivências da linha de fronteira, as perseguições políticas do Estado Novo, a resistência ao regime e a emergência da Guerra Colonial. Para o advogado e autor do livro "a sociedade portuguesa foi sujeita a um embate muito violenta nessa altura (década de 60), mesmo assim o regime resistiu durante 13 anos, em três frentes de guerra".

"Neste Cais, Para Sempre" foi lançado no Museu do Aljube, Associação 25 de Abril e Ordem dos Advogados. Está disponível através da Garça Editores.