Em Faro, é possível "ver" um Museu com os cinco sentidos

Sistema inédito criado por uma empresa e pela Universidade do Algarve permite aos visitantes explorar obras de arte no Museu Municipal de Faro através da visão, audição, tato, olfato e paladar

Quando vamos a um museu talvez o sistema mais avançado que podemos seja um audioguia. Mas a Universidade do Algarve e uma empresa da área digital, a Spic decidiram ir mais longe: pretendem dar a possibilidade ao visitante de poder "ver" uma obra de arte apelando aos seus 5 sentidos.

João Rodrigues, coordenador do projeto e professor do curso de engenharia eletrónica, lembra que o dispositivo está ainda na fase de protótipo. Explica que apontando este " gadget" à obra de arte surge a sua narrativa, é possível ver pormenores aumentados do quadro ou "cheirar" a sua envolvência.

Por enquanto, e usando os 5 sentidos, este dispositivo foi aplicado a 9 obras de Carlos Porfírio, pintor futurista algarvio, cujos quadros estão numa sala do Museu Municipal de Faro.

Ricardo Veiga, um dos quatro alunos do mestrado que participaram durante quase três anos neste projeto, aponta o dispositivo para o quadro das amendoeiras em flor. "Conseguimos ter a sensação de calor ou frio, temos em que podemos provar o sabor associado a este quadro". E a que sabe? "Sabe, obviamente, a amêndoa", sorri o estudante.

É possível sentir o cheiro através de uma ventoinha agregada ao dispositivo e através de uma palhinha, o sabor. Ou ainda o tato através de uma placa metálica que dá a sensação de calor ou frio, e também vibrações. No fundo, as sensações que o pintor gostaria de transmitir.

Por enquanto, no que se refere à audição, o guia das obras está em inglês mas a empresa que participou no projeto tem tudo pronto para o fazer em português. Paulo Bica, responsável pela empresa considera que esta aplicação pode adaptar-se a museus e, para isso, já está a fazer contactos com outras instalações museológicas, mas também a outros locais e eventos.

Este mecanismo pode ainda selecionar as obras que o visitante pretende ver, de acordo com o seu gosto ou saber onde está cada elemento da família no Museu, se a pessoa for acompanhada do seu núcleo familiar. O dispositivo aliou as engenharias eletrónica, informática e o design e um dia pode ser uma realidade num qualquer museu que possamos visitar.

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