Sou fã da Eurovisão e com muito orgulho. Mesmo que "não seja cool"

A 63.ª edição do Festival Eurovisão da Canção está a decorrer este sábado em Lisboa. É o melhor dia do ano para os grandes fãs.

No que toca à Eurovisão, amar por estes dois é difícil. Tiago Ruas e João Moleira são fãs do festival que este sábado termina no Altice Arena, no Parque das Nações. A grande final é o êxtase para quem este é o evento mais aguardado do ano.

Bom rapaz, um pouco tímido até, Tiago falou com a TSF na Eurovision Village, no Terreiro do Paço, em Lisboa. Está de férias, que tira todos os anos para acompanhar a fundo tanto a Eurovisão como o Festival da Canção. Como tem amigos na Suécia, o analista financeiro também viaja quase todos os anos para assistir ao Festival da Canção desse país.

Qual conquistador, já foi à Noruega e à Alemanha, mas ver uma edição em Portugal foi algo que nunca imaginou.

No dia em que Salvador Sobral venceu a Eurovisão, Tiago Ruas recebeu mais vezes os parabéns do que no seu próprio aniversário. Também diz que se sentiu mais feliz do que em dia de anos. "Nunca pensei que tivesse oportunidade de ver Portugal no topo da tabela da Eurovisão. Foi inacreditável."

Em Lisboa, a última semana foi "intensa, com qualquer coisa sempre a acontecer", mas "a parte mais emocionante do evento" é sempre a contagem final dos votos. O balão das pontuações sobe, sobe, e com ele a emoção de quem assiste ao espetáculo ou colado à televisão. Este ano deverão ser mais de 200 milhões de telespetadores em todo o mundo.

E depois do adeus? A Eurovisão fica esquecida no resto do ano? "Claro que não!". A partir de dezembro começam a acontecer as primeiras finais nacionais. Albânia é geralmente a primeira, conta. Depois há "artistas que são anunciados, canções reveladas". Tiago conta pelo menos meio ano a seguir tudo isto "com muita atenção".

Além disso o festival é uma oportunidade para conhecer canções noutras línguas e artistas de outros países. Todos os anos há uma playlist nova para guardar e voltar a ouvir.

João Moleira assiste à Eurovisão desde criança. As memórias vão até 1983, quando Armando Gama cantou "Esta balada que te dou" em Munique, na Alemanha. "Havia um dia do ano que era especial lá em casa" conta. Em família, atribuíam-se pontos a cada canção.

Destaca as edições de 1991, com Dulce Pontes, de 1993 com Anabela e de 1994, com Sara Tavares como favoritas. "Dava-se mais importância à música e ao conceito de canção do que se dá hoje", e ainda havia uma banda em palco.

O interesse dos portugueses pela Eurovisão renasceu no ano passado, mas a música não chama a todos. "Ainda hoje se é gozado por gostar do festival em Portugal, não é uma coisa cool".

São muitas as flores deste jardim. Este é um espetáculo de canções, dança, coreografia, cenografia mas sobretudo uma questão de "orgulho patriótico". "Mesmo quando sabemos que não temos uma boa música e que não vamos ganhar estamos a torcer pela nossa", explica o jornalista da SIC.

"A atuação da canção portuguesa arrepia sempre um bocadinho, mas a votação, principalmente o início, é sempre um momento de grande expectativa". Cativa a competição, mas também a sensação de que tudo pode acontecer. Atribuem-se pontos de 12 a 1 e, sem saber o que virá depois, se Portugal ficar no top dez já é bem bom.

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