Cultura

Filme sueco sobre racismo contra povo Sami vence prémio Lux

O filme "Sami Blood" da realizadora Amanda Kernell é o vencedor da edição de 2017 do prémio de cinema Lux, anunciou o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani.

A longa-metragem "Sami Blood" conta a história de discriminação sofrida pelos Sami, um povo indígena que vive na Lapónia, no norte de países como a Suécia, a Noruega, Finlândia ou Rússia.

A comunidade Sami, com costumes e línguas próprias, vive da criação de renas, da caça e da pesca. Ao longo dos séculos sofreu discriminação e uma espécie de colonialismo interno.

O filme "Sami Blood" relembra a adolescência de Christina, uma jovem indígena forçada a frequentar um colégio interno para receber uma educação sueca, tal como acontecia nos anos 30.

O preconceito contra a comunidade Sami ainda persiste nos dias de hoje, lamenta Lars Lindström.

O filme francês "120 batimentos por minuto" do realizador Robin Campillo, era um dos finalistas. A película presta uma homenagem à associação ACT UP que, nos anos 90, saia às ruas de Paris para tomar as rédeas da luta contra o VIH/SIDA.

O filme "Western", da realizadora alemã Valeska Grisebach, também era candidato ao prémio. A longa-metragem conta a história de um grupo de alemães que chega à Bulgária para construir uma central hidroelétrica e as dificuldades de adaptação entre visitantes e residentes.

O Prémio Lux foi criado pelo Parlamento Europeu em 2007 para promover a produção cinematográfica europeia e estimular o debate em torno de temas atuais.

O vencedor do ano passado foi o filme "Toni Erdmann", uma coprodução entre a Alemanha, a Áustria e a Roménia.

Entre os 30 filmes finalistas do Prémio Lux de Cinema do Parlamento Europeu, Portugal marcou presença com "Belle Tourjours", de Manoel de Oliveira, e com "Tabu", de Miguel Gomes. No ano passado, "Cartas da Guerra", de Ivo Ferreira, esteve entre os 10 filmes da seleção inicial.

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