"Guerra dos Tronos", a série que imita a realidade... até na construção de muros

O escritor e argumentista Filipe Homem Fonseca, não leu os livros, mas acredita que está tudo lá. A televisão fez bem "a colagem descarada" à atualidade.

Está de volta a história dos sete reinos de Westeros, das guerras que cruzam pretendentes a reis e rainhas, numa rede de crenças e mistérios. Este é o enredo da "Guerra dos Tronos", que, no original, retrata melhor uma saga: traduzindo e simplificando "Game of Thrones", estamos diante dum jogo. E é isso que acontece, desde os anos 90, nos livros de George R. R. Martin, e na televisão desde 2011.

Mais de 70 episódios depois, a série é um fenómeno raro de popularidade, e com custos de produção e marketing sem precedentes. No Almoço TSF, Filipe Homem Fonseca (argumentista de "Não é mau", "Filme da Treta", "1986" e "Bocage") explicou que os livros devem ser, neste caso, uma boa matéria-prima para fazer televisão.

E o facto de George Martin ter estado sempre próximo da produção também ajudou.

O autor acredita que há algumas "colagens descarada" à atualidade e um aproveitamento em relação a histórias da moda. Por exemplo, a muralha de gelo de Westeros, vem mesmo a calhar num tempo de tantos muros.

Para o escritor e dramaturgo Filipe Homem Fonseca, "sexo e violência são sempre ingredientes ganhadores", e neste caso, não faltam. E, depois, um segredo para criar um culto de fãs é a estrutura credível de fazer com que a história com dragões e outros elementos mágicos seja coerente.

Filipe Homem Fonseca acompanha a intriga, mas só "desde a segunda ou terceira temporadas". Depois disso, recuperou o tempo perdido e já assistiu a todos os episódios anteriores. Gosta da história, mas acha que a última temporada já deu sinais de uma ritmo mais acelerado da trama, e teme que isso possa acontecer também na última, que agora estreia.

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