Cultura

Morreu o cartoonista Augusto Cid. "É um dos maiores de sempre"

Augusto Cid tinha 77 anos. O ilustrador André Carrilho considera-o "um dos maiores cartoonistas portugueses de sempre".

O cartoonista e escultor Augusto Cid, de 77 anos, morreu, esta quinta-feira, em Lisboa, confirmou a TSF.

Augusto Cid destacou-se como cartoonista, tendo trabalhado em vários jornais e revistas, nomeadamente Vida Mundial, O Diabo, Grande Reportagem, O Independente e no semanário Sol, assim como na TVI, sempre com uma perspetiva da atualidade, tendo editado, entre outros títulos, o catálogo "Cid, o Cavaleiro do Cartoon", que acompanhou a exposição homónima.

Como escultor, tem várias obras no país, como a peça de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, instalada no cruzamento das avenidas de Roma e Estados Unidos da América, em Lisboa, e a dedicada a Nuno Álvares Pereira, em Lisboa, no Restelo, inaugurada em novembro de 2016, pelo Presidente da República, entre outras individualidades.

O velório de Augusto Cid realiza-se na sexta-feira, a partir das 17:00, na Basílica da Estrela, em Lisboa, onde será rezada missa de corpo presente no sábado, pelas 10:00, seguindo-se o funeral para o cemitério do Alto de São João, onde será realizada a cerimónia de cremação.

"Um dos maiores de sempre"

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André Carrilho, ilustrador, considera-o "um dos maiores cartoonistas portugueses de sempre, principalmente no pós 25 de Abril, desde a Guerra Colonial".

"Foi dos primeiros cartoonistas portugueses que conheci, era um cartoonista que recortava quando era pequeno sempre que via trabalho dele nos jornais", recorda, admitindo que tem "uma grande admiração por ele". "É um dos maiores de sempre", reitera.

"Era um cartoonista fantástico"

O também cartooonista Luís Afonso relembra um "traço acutilante, certeiro, irreverente", um "cartoonista fantástico".

Luís Afonso relembra ainda que Augusto Cid "era um grande observador, de política sobretudo, e fazia bem a leitura das situações".

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