Museu da Misericórdia do Porto é o Museu Português do ano

O Museu Teatro Romano de Lisboa e o Museu Municipal de Leiria ficaram em segundo lugar nos prémios atribuídos pela Associação Portuguesa de Museologia.

O Museu da Misericórdia do Porto foi hoje distinguido com o Prémio Museu Português do ano 2016, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), anunciou esta entidade, numa cerimónia realizada em Lisboa.

De acordo com o palmarés hoje anunciado pela APOM, o Museu Teatro Romano de Lisboa e o Museu Municipal de Leiria, que também estavam nomeados - além do Museu do Pinhel - receberam uma menção honrosa, nesta categoria, que distingue o melhor museu português do ano.

O Museu da Misericórdia do Porto, inaugurado em 2015 pela Santa Casa da Misericórdia do Porto, no centro da cidade, revisita os 500 anos de história daquela instituição e apresenta uma mostra das suas coleções de arte.

Para além do prémio Museu do Ano, o Museu da Misericórdia do Porto ganhou mais duas distinções: Premio Melhor Site Museológico e Prémio Melhor Aquisição para um Museu Nacional de Obras de Arte. Para esta última distinção contribui a aquisição de uma pintura da portuguesa Josefa de Óbidos "A Sagrada Família com São João Baptista, Santa Isabel e Anjos", num leilão da Sotheby's, em Nova Iorque, por 250 mil dólares (228 mil euros).

O provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, proprietária do Museu, explica que do acervo fazem parte variadas obras (pintura, joalharia, paramentaria, arte sacra) que cruzam a história da Misericórdia do Porto com a da cidade do Porto.

Provedor da Santa Casa do Porto abre as portas do museu

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António Tavares afirma que "são 517 anos de História que se foram construído dia a dia, passo a passo, envolvendo as pessoas que tinham a função de filantropos da instituição, os homens bons da cidade, e as pessoas, que no tempo em que não havia estado social, precisavam do apoio e da solidariedade, neste caso da Misericórdia".

Do acervo, António Tavares destaca duas obras: o quadro da pintora Josefa de Óbidos e o quadro com o nome Fons Vitae (em português: Fonte da Vida) de um autor flamengo desconhecido.

António Tavares destaca duas obras do acervo

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O percurso museológico integra a Igreja da Misericórdia, construção do século XVI, que recebeu uma grande intervenção no século XVIII, protagonizada por Nicolau Nasoni, e a Galeria dos Benfeitores, exemplar da arquitetura do ferro e vidro da cidade.

A APOM, entidade dedicada à museologia, atribui os prémios anualmente, desde 1997, a museus, projetos, profissionais e atividades desenvolvidas no setor.

Além das obras de arte, o provedor destaca o património envolvente

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Os prémios são referentes ao ano anterior à atribuição.

Os vencedores e menções honrosas, num total de 26 categorias, foram hoje anunciados durante a tarde, numa cerimónia realizada no Museu do Dinheiro, em Lisboa.

No ano passado, o vencedor de Melhor Museu Português foi o Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, e, em 2014, venceu o Museu do Benfica -- Cosme Damião, em Lisboa.

Os prémios são atribuídos pela APOM, fundada em 1965, para incentivar o espírito de preservação e divulgação do património dos museus, segundo a associação, distinguindo ainda, entre outros, a melhor intervenção e restauro, o melhor catálogo, mecenato e projeto museográfico.

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