O Teatro Viriato faz 20 anos. Qual o presente ideal? Apoios do Estado e mais público

"O Teatro Viriato é de todos nós!" - este é o lema das comemorações dos 20 anos da estrutura cultural, sediada em Viseu, que se vão estender ao longo de 2019.

A diretora do Teatro Viriato defende a criação de um novo modelo de financiamento público que ajude a criar outra dinâmica em estruturas como a dirige e que em 2019 completa duas décadas de atividade.

"O Governo pode aproveitar estes 20 anos para pensar sobre uma estratégia de financiamento aos teatros a nível nacional, porque é outra dinâmica que se vai construir para todo o país e para o cidadão que tem direito a ter uma relação com a atividade cultural", disse aos jornalistas, à margem da cerimónia de apresentação do programa festivo dos 20 anos, que vai ser celebrado ao longo deste ano.

Questionada sobre o presente que gostaria de receber por estas duas décadas de trabalho, a responsável disse que a equipa que faz o Teatro Viriato gostaria de ter mais público.

"Uma casa afirmar-se com 20 anos com programação regular, atual, não acontece em todas as cidades do país, nem em todas as capitais de distrito. Viseu, de facto, tem esta possibilidade, tem um projeto que deve ser acarinhado, respeitado. A melhor prenda é nós sentirmos que o público continua connosco", afirmou.

Ao longo de 2019, o programa festivo vai dar destaque à democracia, à mulher, ao sonho, à inclusão. São, ao todo, 66 os espetáculos previstos, dos quais 11 são estreias.

A primeira acontece já no dia 17 de janeiro, com "À sombra não me quinto - no embalo de José Afonso", uma encomenda feita a Júlio Pereira, que vai apresentar "um espetáculo único, montado unicamente para o Teatro Viriato, e reinterpretar a obra de Zeca Afonso com convidados de diferentes estilos de música", como Carlão, Camané, António Zambujo, Sara Tavares e Teresa Salgueiro.

No programa salta ainda a atenção uma oficina que, a 1 de junho, quer juntar decisores políticos para falar sobre cultura. "Dois poderes: arte e cultura" é o nome da iniciativa que resulta de um convite feito a Albano Jerónimo, Mickaël de Oliveira, Leonor Barata e Patrícia Portela.

As atividades fazem-se também de regressos. Ao baú foi buscar-se a "Caixa para guardar o vazio", de Fernanda Fragateiro, que teve início em 2005, e que é considerado um projeto de referência de serviços educativos em Portugal para as artes performativas.

Até dezembro há muito para ver no Teatro Viriato, que, em 2019 e nos outros anos, quer ser de todos.

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