Cultura

Solos & Solidão: Durante 5 meses, a Arte invade Viseu

Cinema, teatro, artes plásticas, fotografia e música fazem o programa da iniciativa, que cumpre a primeira edição.

A cidade de Viseu tem um novo evento cultural: o Solos & Solidão, um projeto da cooperativa Acrítica que, entre os meses de maio e outubro, promove ciclos dedicados a cinco vertentes artísticas diferentes.

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"Sabemos que este título não será o mais apelativo e quando o dizemos a alguém a reação inicial é um bocado estranha. Quem é que se mete a fazer uma programação sobre solos e solidão, principalmente sobre a solidão? Olham sempre para este tema como algo negativo. Nós pensamos nisto de outra forma e, quando começamos a pensar mais sobre este tema, vimos que há muito potencial, principalmente relacionado com o universo artístico", afirmou, em entrevista à TSF, Nuno Rodrigues, da cooperativa Acrítica.

O Solos & Solidão está dividido em cinco ciclos e estende-se por outros tantos meses porque só assim, defende a organização, se pode focar na plenitude esta temática.

"O formato mais típico de festival é muito limitado no tempo", refere Nuno Rodrigues, acrescentando que a realização de um ciclo diferente por mês permite "haver uma certa reflexão sobre um estilo artístico". "Por outro lado, também encaixa melhor no que é a programação e nas dinâmicas culturais da cidade", sublinha.

O cinema foi o estilo artístico escolhido para o arranque do projeto, já esta noite. Nuno Rodrigues considera que a sétima arte é a "forma mais eficaz de introduzir o tema e esta programação". "Achamos que é a forma mais próxima em que o espetador se pode por nos sapatos do outro", diz.

Em parceria com o Cine Clube de Viseu, serão apresentados os filmes "Lucky", de John Carroll Lynch (2017), "Nostalgia", de Andrei Tarkovski (1983), "Alemanha, ano zero", de Roberto Rossellini (1948), e "Colo", de Teresa Villaverde (2017). As sessões irão acontecer no Instituto Português da Juventude (IPJ) de Viseu.

Em junho, vai ser o teatro a estar em destaque e em agosto serão as artes plásticas. A fotografia faz as honras da casa em setembro e no mês de outubro será a música.

Leonor Keil, Filho da Mãe, Jaime Raposo, Afonso Cruz, Teatro do Oprimido, Palmilha Dentada e João Cosme são alguns dos nomes que vão passar pelo Solos & Solidão.