borralho

Teatro à lareira e o palco é a casa de qualquer um

O teatro vai entrar pela casa das pessoas e sentá-las à lareira para assistir a peças com temáticas sugeridas pela própria comunidade.

Através da Rede Artéria, projeto da Teatrão, companhia de teatro de Coimbra, e o TEP, o Teatro Experimental do Porto, o teatro vai entrar pela casa das pessoas e sentá-las à lareira para assistir a peças com temáticas sugeridas pela própria comunidade.

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"Borralho" foi a peça que estreou nas casas do bairro municipal de Viseu este fim de semana, mas que passa ainda este mês por mais duas freguesias deste concelho da Beira Alta, e depois segue para Coimbra, Figueira da Foz e Tábua.

Uma inversão na forma de fazer teatro. A comunidade abre as portas de casa, acende a lareira, dá ideias e assiste às peças de teatro.

O "Borralho" começa no pátio da escola básica do bairro. O público divide-se pelas seis personagens da história e vai, tal como fez a TSF saltando de casa em casa, para descobrir quem matou o coronel, entre histórias de guerra e de emigração.

OUÇA A REPORTAGEM SOBRE O BORRALHO - FESTIVAL DE INVERNO

Atena veio a uma Odisseia que não é apenas de Ulisses.

Ao borralho, as histórias adaptadas pelo TEP, o Teatro Experimental do Porto, misturam a ficção e os factos históricos, a guerra e a emigração.

Em Viseu, no Bairro Municipal, as casas rasteiras abriram-se às seis personagens contemporâneas, mas evocativas da mitologia grega. Gonçalo Amorim é o encenador de Borralho - Festival de Inverno para pequenas peças à beira do fogo.

Em Viseu, o Borralho começou no Bairro Municipal, mas abrem-se portas e corações das casas de Várzea de Cale, Aval e Salgueiros de Bodiosa, ainda em fevereiro. Figueira da Foz, Coimbra e Tábua, no mês de março.

E do quente da da casa onde estivemos percorremos as ruas do bairro, e ficamos pelo exterior de uma casa em ruína, onde o frio nos corta a cara e onde se seguem as pistas sobre a morte do coronel. Este projeto artístico, que leva o teatro a entrar casa dentro e a sentar-se ao borralho, surge pelas mãos da Rede artéria, projeto da companhia de teatro Teatrão, de Coimbra.

Em Viseu, a deixa dada pela comunidade para a construção da peça foi a sazonalidade e a descentralização. Comunidade e empatia: as duas palavras que estão na base deste projeto da Rede Artéria, de Coimbra, e do teatro Experimental do Porto. "Borralho - Festival de Inverno para Pequenas peças à beira do fogo".

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