Um Dia do Cineclube para "valorizar o trabalho de todos, ao mesmo tempo"

Celebra-se este domingo, pela primeira vez, o Dia do Cineclube. A data não foi escolhida ao acaso e pretende dar visibilidade ao trabalho que é desenvolvido e prestar uma homenagem ao que os une: o Cinema.

"Surgiu como tantas ideias, de discussões, de conversas e de uma tentativa de fortalecer a imagem do cineclubismo e dos cineclubes em Portugal, de modo a que os próprios cineclubes tivessem uma visibilidade conjunta. Cada cineclube está na sua região, na sua terra, e deste modo pretende-se valorizar o trabalho comum, de todos, ao mesmo tempo", começa por explicar o vice-presidente da Federação Portuguesa de Cineclubes (FPCC) .

Em entrevista à TSF, Carlos Coelho acrescenta que este novo Dia do Cineclube surgiu também com o objetivo de que "os cidadãos soubessem e viessem a reconhecer o trabalho desenvolvido pelos cineclubes em todo o país".

Carlos Coelho conta que dos 32 cineclubes federados, 23 juntaram-se a esta primeira comemoração. A iniciativa começou na sexta-feira, dia 12, e decorre até dia 18, mas 14 de abril foi a data escolhida para assinalar o Dia do Cineclube e não foi por acaso.

A 14 de abril de 1907 era anunciada a fundação do primeiro cineclube a nível mundial, em Paris, pelas mãos de Edmond Benoit-Lévy, diretor da revista Phono-Ciné-Gazette.

Por outro lado, sublinha o vice-presidente da FPCC, a 13 de abril assinala-se o aniversário do cineclube nacional em atividade há mais tempo, o Cineclube do Porto, e a 15 de abril nasceu outro dos mais antigos cineclubes portugueses em atividade, localizado em Santarém.

Para assinalar o primeiro Dia do Cineclube há exibição de filmes, debates e cine-concertos, mas foi ainda criado um prémio especial dedicado ao jornalista, escritor e realizador António Loja Neves, que também esteve na fundação da Federação Portuguesa de Cineclubes e morreu em maio do ano passado.

Entre os filmes que serão exibidos durante estes dias estão, entre outros, "Bohemian Rhapsody", de Bryan Singer, em Amarante, "Um Grito na Noite", de Carlos Porfírio, em Faro, "Blade Runner: Perigo Iminente", de Ridley Scott, no Porto, "O Vento", de Victor Sjostrom, em Viseu, "Todos Sabem", de Asghar Farhadi, em Viana do Castelo, ou "Blow Up", de Michelangelo Antonioni, em Setúbal.

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