Viagem aos 60 anos de história do Festival da Canção

Seis décadas de muitas histórias que marcaram a Eurovisão.

Ao longo de mais de 60 anos de Festival Eurovisão da Canção, o evento fez-se também de histórias vividas no palco e nos bastidores do concurso várias vezes marcado por protestos e expectativas de vitória de Portugal.

Há 50 anos, em 1968, o festival foi pela primeira vez transmitido a cores em países como a França, Alemanha Ocidental, Grã-Bretanha, Holanda, Noruega, Suécia, Finlândia e Suíça.

Na final, realizada no Royal Albert Hall, em Londres, a intérprete belga, Claude Lombard, "que se apresentou inicialmente com um vestido verde, foi obrigada, logo no ensaio geral, a envergar outra indumentária, porque a primeira não ficava bem no ecrã a cores", recordou à Lusa Jorge Mangorrinha, autor de vários estudos sobre o festival.

Nessa edição, segundo o investigador, foi exigido aos concorrentes "quatro ensaios prévios com e sem câmara, com e sem vestuário final".

Já a participação portuguesa nessa edição ficou marcada pelo facto de o concorrente Carlos Mendes "ter faltado a um jantar organizado pela BBC, com Cliff Richards [que representava o país anfitrião, Reino Unido] e não aceitaria depois fazer uma turnê pela Europa", explicou Mangorrinha.

Apesar de se querer afastado da política, o festival da Eurovisão foi, por várias vezes, palco de contestações políticas e sociais, e com a canção portuguesa protagonista.

Portugal, que participou pela primeira vez em 1964, durante a ditadura, gerou logo nesse ano um protesto em que um homem entrou em palco e exibiu um cartaz com "Boycott Franco & Salazar" ("Boicotem Franco e Salazar"), contou Jorge Mangorrinha.

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