"Meridiano 28", onde a memória se encontra com a ficção

"Poderia um agente nazi ter-se escondido nos Açores, consumada a derrota de Hitler?". A pergunta é lançada por Joel Neto no seu mais recente livro "Meridiano 28", que acaba de chegar às livrarias.

Lisboa 2017 - Nova Iorque 1996 - Faial 2017 - Praga 1939. É neste eixo que decorre a ação de "Meridiano 28". O livro parte de uma descoberta de Joel Neto. Há uns anos, o escritor encontrou registos que mostravam que, durante a Segunda Guerra Mundial, ingleses e alemães das comunidades que desenvolviam a expansão do telégrafo a partir da ilha do Faial tinham vivido em paz.

Joel Neto criou uma narrativa a partir destes documentos que registavam piqueniques, concertos de jazz e jogos de ténis e 'croquet'. Um mundo fora do mundo, que sofria os horrores da guerra.

Um livro cheio de referências cinematográficas e musicais, citações de grandes escritores e até "alguns segredinhos", revela Joel. "Todos esses recursos são plausíveis de serem plasmados em literatura".

A viagem é conduzida pelo protagonista, José Filemon Marques, engenheiro informático, um "escritor passivo" que mantém um site de citações, que tenta reconstruir a vida fabulosa do tio, um luso-alemão dos anos 40 no Faial.

A história começa assim:
"Podia ser Morgan Freeman, mas não era".

"Meridiano 28", de Joel Neto, tem edição da Cultura Editora. O romance é apresentado pelo escritor João de Melo na terça-feira, 21 de maio, às 18h30, na FNAC do Colombo, em Lisboa.

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