Ministro da Cultura garante apoio a companhias "que merecem"

Os resultados do programa de apoio da Direção Geral das Artes tem sido alvo de contestação por diversas companhias. Está marcado um protesto para sexta-feira.

O ministro da Cultura garante que não vai deixar cair companhias de teatro e dança que merecem apoio.

Os resultados do concurso do programa de apoio da Direção Geral das Artes tem sido muito contestado. Companhias históricas, como o Teatro Experimental do Porto, de Cascais, as duas companhias profissionais de Coimbra, o CENDREV de Évora ou o Teatro de Animação de Setúbal foram excluídas dos subsídios nos próximos quatro anos.

Em entrevista à RTP, Luís Filipe Castro Mendes deixou a garantia que as estruturas que merecem, não vão morrer.

"Podemos dizer que, através de outras formas, certamente não deixaremos cair estruturas que, quer pela sua história, quer pelo seu passado, quer pela atividade que têm hoje e pela renovação que têm sabido fazer, merecem apoio", assegurou o ministro.

Luís Filipe Castro Mendes admitiu ainda repensar o modelo de apoio às artes.

Para esta terça-feira, está prometido um comunicado do ministério da Cultura para esclarecer como vão ser distribuídos os 2 milhões de euros ainda este ano.

O presidente da câmara do Porto, Rui Moreira, que já contestou os apoios anunciados, tem reunião marcada com os agentes culturais da cidade esta manhã, no Teatro Rivoli, precisamente para discutir a decisão da Direção Geral das Artes.

Esta segunda-feira, o PCP e o Bloco de Esquerda pediram que o ministro da Cultura seja ouvido com caráter de urgência no Parlamento, enquanto o presidente da República anunciou que vai falar com os autarcas, esperar pelos resultados sobre os apoios plurianuais e pronunciar-se depois de conversar com o primeiro-ministro.

Para sexta-feira, está já marcado um protesto em Lisboa, Porto, Coimbra e Funchal.

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