Mulher, filho e neto de Álvaro Siza Vieira partilham mesma exposição

"Siza- Unseen & Unknown" foi inaugurada esta quarta-feira, em Berlim, assinalando o centenário da escola Bauhaus.

Há desenhos do arquiteto, esquissos feitos no decorrer de determinado trabalho. Há desenhos livres, encontrados no arquivo pessoal ou em coleções de amigos. Mas também há família, na que é a primeira exposição de Álvaro Siza, que reúne trabalhos da mulher, do filho e do neto.

"Há desenhos da minha mulher [Maria Antónia Siza], que era pintora, do meu filho [Álvaro Leite Siza] que é arquiteto, e do meu neto [Henrique Siza] que é estudante de arquitetura", revelou Álvaro Siza, que aceitou o convite da Fundação Tchoban, de Berlim, motivado pelo desejo de mostrar os trabalhos da mulher, "ainda pouco conhecidos na Alemanha".

A exposição, patente até ao dia 26 de maio está dividida em dois espaços temporais, um deles mais dedicado ao percurso internacional do arquiteto português, que começou em Berlim, com o projeto "Bonjour Tristesse", nome que adotou por causa de um graffiti.

"Estive lá há uns dois anos, a surpresa foi que exteriormente estão mal mantidos, com as pinturas. Mas interiormente estão impecáveis. Além disso, sobretudo no jardim-de-infância e num clube para idosos, toquei à campainha e abriu-me a porta alguém que me reconheceu, depois desses anos todos", conta Álvaro Siza.

As letras "Bonjour Tristesse" apareceram pouco depois do edifício estar terminado, em 1984, no bairro de Kreuzberg.

A exposição "Siza - Unseen & Unknown" coincide propositadamente com o centenário da escola Bauhaus, que deixou "marcas importantíssimas".

"Foi o grande comunicador do que era a transformação essencial da arquitetura em termos da época. E foi cortado e durou pouco porque foi fechada. Seguramente, se não tivesse sido fechada, haveria gerações de professores sensíveis [a esta corrente], teria havido uma outra imagem do que é a Bauhaus. Ou se calhar, não seria tão importante porque aquele período curto, talvez por isso mesmo, foi muito intenso e deixou marcas muito fortes num momento determinante da história e também da história da arquitetura", classifica Álvaro Siza.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de