"Com o conhecimento do outro cada vez nos consideramos mais iguais"

A caminhar para o final da 18ª edição, o diretor do FMM faz o retrato de festival cada vez mais "engajado na luta pelo direito à liberdade".

Quando o fogo de artifício cruzar a noite no castelo de Sines, Carlos Seixas há-de confirmar a expetativa que traz nas horas que antecedem o fim da 18ª edição do FMM: "um festival com mais público, um festival que põe a gente feliz".

O sorriso do diretor do festival multipremiado que no ano passado trouxe 90 mil pessoas a Porto Covo e Sines é acompanhado por uma convicção, cada vez mais firme: "um festival engajado na luta pelo direito à liberdade". Não só de expressão, mas também de movimentos: "pela não limitação de fronteiras em relação aos grandes músicos que trazemos de todos os continentes. Há neste momento um cerrar de fronteiras e os músicos que vêm aqui têm essa experiência na pele". São discriminados, denuncia o diretor do FMM, "não só através da comunicação social mas também a nível político".

A formação da consciência política através da música e da dança cumpre-se a cada concerto, com mensagens mais ou menos assumidas. Mas o mais importante, defende Carlos Seixas, é conhecer o outro: "com conhecimento do outro cada vez nos consideramos mais iguais".

É por isso que o diretor do FMM passa em revista o alinhamento que programou para a 18ª edição com um desejo: "espero que esta edição fique mais uma vez na história do festival."

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