Património

Cavaquinho português ganha primeira tese de mestrado nacional

O autor da tese é o músico Paulo Bastos, que apresenta um concerto final de mestrado na próxima semana. O repórter Miguel Midões conversou com o especialista sobre o trabalho que permitiu um levantamento histórico de diferentes modelos de cavaquinho português.

Não foi fácil. À primeira, o músico Paulo Bastos viu rejeitada a sua proposta de realizar um mestrado em cavaquinho português na Universidade de Aveiro. Faltavam professores qualificados e faltava tudo em relação ao estudo científico deste instrumento musical.

O desafio estava lançado à universidade que, embora tenha descartado à partida, ficou a amadurecer o assunto. Um ano depois, Paulo Bastos era convidado a iniciar o percurso de investigação deste instrumento musical, com o acompanhamento técnico de Pedro Caldeira Cabral e com a orientação de Paulo Rodrigues.

E está feito. A tese será defendida em breve, e o mestrado conta ainda com uma performance final em cavaquinho português, "Raízes no ar", dia 5 de julho, às 21h30, na Fábrica das Ideias, na Gafanha da Nazaré (Ílhavo).

Paulo Bastos está na música por paixão. Formado em Engenharia de Eletrónica e Telecomunicações, tem feito caminho profissional e académico também na música. Nos seus espetáculos o cavaquinho português (urbano ou tradicional) faz parte dos seus repertórios.

Durante a investigação, que conta com mais de 300 páginas, foi feito um levantamento de diferentes modelos de cavaquinho português, e alguns foram inclusive recuperados e reconstruídos. Modelos que não se faziam há mais de 70 anos.

A tese conta ainda com o desenvolvimento de um software inovador, pelo próprio Paulo Bastos, que permite a interação entre o espetáculo e o público.

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