Cultura

Joly Braga Santos, uma vida que é uma sinfonia contada em 550 páginas

O livro sobre a vida e a obra do compositor português do século XX é lançado esta quinta-feira, às 18h00, na Biblioteca Nacional de Lisboa.

São 550 páginas de memória biográfica, homenagem de amigos e estudiosos da sua obra, capítulos dedicados à música orquestral, às sinfonias compostas por Joly Braga Santos, ao cinema que acolheu a sua música, à sua participação na ópera radiofónica, ao contributo que deu à música coral, às suas obras para canto e piano, à música de câmara. O livro sobre a vida e a obra do compositor português do século XX é lançado esta quinta-feira às 18h00 na Biblioteca Nacional de Lisboa.

Álvaro Cassuto, maestro e coordenador da obra "Joly Braga Santos - Uma Vida e Uma Obra", considera que Joly Braga Santos foi "sem sobra de dúvidas o mais talentoso e brilhante compositor português do século XX".

Em entrevista ao jornalista Fernando Alves, nas manhãs da TSF, Cassuto sublinhou que o homenageado "foi o único compositor a escrever seis sinfonias e uma plêiade de obras orquestrais que são simplesmente espantosas e são o maior acervo musical da nossa música sinfónica do século XX."

O maestro recordou ainda o dia em que se tornou "uma promessa" no mundo da composição, graças a Joly Braga Santos.

"Eu conheci o Joly numa conferência que eu dei em Lisboa a convite da Juventude Musical Portuguesa sobre música contemporânea e o Joly perguntou-me se eu tinha uma obra para orquestra que ele poderia apresentar no festival de Sintra que se realizava no verão em agosto de 1959. Eu compus então uma obra para o efeito e que ele estreou com a sinfónica portuguesa e foi um grande sucesso."

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