Cultura

Nobel da Música vai para... os Metallica

O anúncio foi feito esta quarta-feira, ao início da tarde. A banda norte-americana venceu o Polar Music Award, entregue pela Real Academia Sueca das Artes.

O prémio, instituído em 1989 e criado pelo antigo "manager" dos Abba já foi atribuido a nomes como Paul McCartney, Gilberto Gil, Pink Floyd ou Ray Charles. Nomes grandes de vários géneros, aos quais agora se junta mais um: os Metallica são a primeira banda "metal" a receber o galardão.

A Real Academia Sueca das Artes compara o quarteto de Los Angeles a dois génios da música clássica: um alemão... o outro russo. "Desde o turbilhão emocional de Wagner e os canhões de Tchaikovski que não havia alguém capaz de criar música tão física e furiosa, mas ao mesmo tempo tão acessível", escreveram os juízes.

Por ser entregue em Estocolmo e por estar ligado à Academia Sueca, o Polar Music Award é tido como o Nobel da Música. O valor que os laureados recebem é que não tem muito a ver: em vez do milhão de euros, ficam com quase 100 mil euros. Dinheiro que os Metallica já prometeram doar a uma ONG, a All Within My Hands, que presta apoio a organizações que combatem a pobreza, ou lidam com o cancro nas crianças.

A banda passa a figurar numa lista de laureados encabeçados por Paul McCartney, o ex-Beatle foi o primeiro vencedor da distinção. Ainda em "89. Depois dele, outros grandes nomes da música receberam o Polar: por exemplo, o cantor Peter Gabriel, o pianista Keith Jarrett, o compositor Stockhausen ou até o inventor Robert Moog, que criou os sintetizadores com o seu nome, muito usados na música eletrónica.

Sobre os Metallica, os juízes dizem ainda que "com o virtuosismo dos músicos e a sua apetência para tocar em ritmos extremamente acelerados a banda norte-americana foi capaz de levar o rock a locais onde a música nunca tinha ido". A academia diz mesmo que os Metallica foram capazes de criar um género que até então não existia o thrash metal.

"No mundo dos Metallica", continua o comunicado, "tanto o quarto de um jovem, como uma sala de espetáculos, podem ser transformados numa espécie de Olimpo. A força inflexível dos seus álbuns ajudou milhares de ouvintes a transformarem o seu sentimento de alienação num superpoder".

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