Os 110 anos de uma das mais belas livrarias do mundo

A 13 de janeiro de 1906, no número 144 da Rua das Carmelitas, no Porto, abria portas a Lello e Irmão. Uma viagem em fotografias por aquela que é considerada uma das mais bonitas livrarias do mundo.

A história começa alguns anos antes. António e José, os irmãos Lello, tinham-se lançado no mercado editorial na Rua do Almada. Em 1894, compraram a Chardron (na altura, na Rua dos Clérigos), com todo o espólio da livraria fundada por Ernesto Chardron, na época um importante editor, responsável pelas primeiras edições de obras de Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco ou Teófilo Braga.

A Lello ganhava uma outra dimensão e quis, por isso, um novo espaço que respondesse à importância que tinha conquistado. Surge então o edifício na rua das Carmelitas, renovado pelo engenheiro Francisco Xavier Esteves. Em 1906 abre portas a "casa de homens das letras e das artes", que se mantém até hoje como uma referência da literatura e da arquitetura nacionais.

Classificada como monumento de interesse público em 2013, a Lello & Irmão tem recebido inúmeras distinções - a revista Travel+Leisure diz que é a livraria mais cool, o jornal The Guardian coloca-a na lista das mais bonitas do mundo, a CNN considera-a mesmo a mais bela de todas.

Desde julho do ano passado, para visitar a livraria é preciso pagar entrada, mas em dia de aniversário a Lello está aberta gratuitamente entre as 10:00 e as 21:00. No programa das festas há música e performances teatrais. Vai também ser possível ver o Livro de Honra, raramente acessível.

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