Jogadores do Varzim, Presidente no casino, impostos, condecorações e promessas de (re)candidato

O Presidente da República esteve na sessão de abertura da 20.ª edição do Festival Literário Correntes d`Escritas. Marcelo anunciou que vai condecorar a organizadora do evento e respondeu a um queixume do administrador do casino da Póvoa de Varzim.

Na cerimónia de anúncio do prémio Casino da Póvoa, o Presidente da República elogiou o homólogo cabo-verdiano, registou o queixume de quem patrocina o festival literário, prometeu condecorar a alma organizadora das Correntes d'Escritas e fez promessas para dois...ou mais anos em Belém.

"Mas que dia é este? Que bom dia este! Que dia feliz, mesmo para um Presidente da República", dizia Marcelo Rebelo de Sousa no auditório do Casino da Póvoa de Varzim, depois de à entrada ter sido recebido com palmas e após ter falado com os jornalistas sobre enfermeiros ("esperar pelos tribunais"), promulgação do aumento do salário mínimo na função pública ("mais certezas que dúvidas"), ADSE ("não pode acabar"), queda na popularidade de acordo com uma sondagem ("três anos depois estou grato aos portugueses") e apelo aos jovens para as eleições europeias ("votem, não faltem à chamada").

Um dia feliz por estar na companhia do amigo Jorge Carlos Fonseca, poeta, ensaísta e presidente de Cabo Verde, agradecido pelo facto de o homólogo ter citado velhas glórias futebolísticas do Varzim: "o que é que nos une? É isto! Sabermos dos nomes dos treinadores de cada qual, dos vários países, sabermos os nomes dos guarda-redes, agora imaginem por maioria de razão, sabermos e admirarmos os escritores, agradecermos aos editores, prezarmos os artistas plásticos. Isto não se explica, é assim. E ainda bem que é assim".

Marcelo ouve queixas do administrador do Casino da Póvoa

O Presidente ainda teria tempo para responder ao administrador do Casino da Póvoa, que se queixara dos elevados impostos que o jogo paga em Portugal, exprimindo gratidão a quem patrocina, mas registando o "queixume do representante dos casinos da Póvoa, nós sabemos que o tempo de provação, iniciado precisamente há oito anos, obrigou a sacrifícios. Eu até achei relativamente comedida a sua referência, porque podia ter falado na concorrência do jogo online, que é um queixume crónico encontrado nestas ocasiões, pois temos a noção que a saída da crise é sempre mais complexa, mais lenta e mais assimétrica do que muitos pensavam. Coube aos casinos uma parte desagradável da assimetria".

Marcelo Rebelo de Sousa prometeu, na Póvoa de Varzim, condecorar a alma organizadora das Correntes D"Escritas, Manuela Ribeiro: "uma pessoa que nos persegue ao longo do ano, de março até fevereiro do ano seguinte, uma verdadeira força da natureza, que como na canção dos idos de abril, deixou e deixa em cada esquina um amigo". E disse mais o Chefe de Estado: "prometo que pretendo um destes dias traduzir em reconhecimento da República Portuguesa esta minha gratidão, mas mesmo o mais heterodoxo dos presidentes, há certas convenções que deve respeitar e por isso a homenagem será feita no palácio de Belém".

E ainda... a promessa de um quase assumido recandidato: "sejam dois ou mais anos, enquanto Belém puder contar com a minha vontade, não faltará a Festa do Livro, como que a sublinhar que o combate não pode desfalecer".

Marcelo Rebelo de Sousa na Póvoa... pelos livros e não só... a luta continua!

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