Sobreviveu quase incólume ao terramoto de 1755, o seu primeiro grande embate depois de construído, resistiu às invasões francesas, assistiu às lutas liberais, à extinção das ordens religiosas em 1834, e à implantação da República em 1910, tornando-se no primeiro monumento a abrir as portas ao público em maio de 1911. O Palácio de Mafra, mandado construir por D. João V em 1717, faz 300 anos e continua a servir 4 entidades distintas o que até é visto como uma vantagem.
Reportagem de Amadeu Araújo
"É usado pela Direção-geral do Património Cultural que responde pelo Palácio, a Paróquia de Mafra responde pela Basilica; a Escola das Armas (Exército) responde pelo Convento e a Câmara de Mafra responde pelas antigas instalações onde tem atividades. Do meu ponto de vista tem de haver concertação mas temos chegado a entendimento e essa tem sido a vantagem que tem permitido a conservação do monumento", esclarece o autarcar de Mafra.
Helder Sousa Silva aponta ainda, como exemplo desse entendimento, as comemorações qe hoje começam: "O grupo que foi conseguido organizar para as comemorações com um programa eclético e transversal e que honrará este ano de comemorações".
A celebração começa e termina com música e fogo de artifício. Pelo meio, formaliza-se a candidatura do conjunto - palácio, convento e tapada - a património da Humanidade da Unesco.
Em 2017, o monumento vai ser alvo também de obras de instalação de um elevador e de restauro da Sala do Trono (50 mil euros), além de vir a ser dotado de `áudio-guias` para facilitar a visita pelos turistas.
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O programa das comemorações arranca hoje com um espetáculo de fogo-de-artifício e uma conferência, pelo bispo auxiliar de Lisboa, D. Nuno Brás Martins.