Rock in Rio: Bruce Springsteen e as canções que fintam a idade

Bruce Springsteen mostrou, no Rock in Rio Lisboa (RiR), que o passado não é um território distante e que há canções que fintam a idade. Adele esteve neste concerto.

Estavam mais de 67 mil espetadores no recinto, no primeiro dia do festival, no Parque da Bela Vista.

Era de Bruce Springsteen que a maioria do público estava à espera.

Mário Dias e a crónica do Rock in Rio

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Entre os mais de 67 mil espetadores -- números da organização -- esteve a cantora Adele, que atua neste fim-de-semana em Lisboa.

Quatro anos depois de ter estado neste mesmo festival, Bruce Springsteen e a E Street Band tinham regresso marcado à boleia de uma digressão para celebrar os 35 anos de edição do álbum "The River", recentemente reeditado.

Mas a verdade é que em palco Bruce Springsteen alargou esse espelho retrovisor a álbuns do início da carreira ou igualmente antigos, como "Born in the USA" (1984), "Darkness ont the edge of town" (1978) e "Born to run" (1975).

Ao longo de mais de duas horas e meia, Bruce Springsteen teve pela frente uma plateia imensa e esforçou-se por mantê-la próxima e participante, descendo várias vezes do palco para cumprimentar as pessoas, pedindo palmas e desdobrando-se em agradecimentos.

Deixando para o fim os êxitos que todos esperavam -- "Glory days", "Born in the USA" ou "Dancing in the dark" - Bruce Springsteen foi tão expansivo, com "Badlands", como introspetivo, com "I'm on fire" e "Atlantic city", tão efusivo, com "Twist & Shout", como intimista, com "This hard land", que fechou o concerto.

Foi um contador de histórias de amor, de desilusão, de desemprego e sonho americano e um dos pontos altos do espectáculo -- registado amplamente em centenas de telemóveis - terá sido a interpretação da música "The River", numa comunhão entre o músico e o público.

Houve ainda tempo para uma admiradora subir ao palco e trocar uns passos de dança e abraços com o músico e para a banda interpretar "The promised land", a pedido de alguém do público que erguia um cartaz.

O Rock in Rio Lisboa prossegue hoje, sexta-feira, com os Queen + Adam Lambert como cabeças-de-cartaz.

Segundo dia

O regresso dos britânicos Queen a Portugal, desta vez com o norte-americano Adam Lambert como vocalista, marca o dia de hoje, o segundo da sétima edição do Rock in Rio Lisboa, que decorre no Parque da Bela Vista.

Os Queen são uma das mais populares bandas rock do Reino Unido, tendo surgido em 1970, com Freddie Mercury (voz), Brian May (guitarra), John Deacon (baixo) e Roger Taylor (bateria). Com a morte de Freddy Mercury, em 1991, e a saída de John Deacon, o grupo foi-se mantendo, com concertos ocasionais, com Brian May e Roger Taylor.

Só mais recentemente é que os Queen voltaram à estrada com novos vocalistas - primeiro com Paul Rodgers, com quem estiveram em 2005, em Portugal, e agora com Adam Lambert, músico que saltou para a ribalta, depois de ter participado num concurso televisivo de talentos.

"Bohemian Rapsody", "We will rock you", "Don't stop me now", "Crazy little thing called love" - todos dos anos 1970 -, "Under pressure", "Radio Ga Ga" e "A Kind of magic" são alguns dos êxitos dos Queen, vindos de álbuns que venderam milhões de exemplares em todo o mundo.

A atuação dos Queen com Adam Lambert está prevista para as 23:45, no Palco Mundo, onde antes passam a norte-americana Fergie e o britânico/libanês Mika.

No Palco Vodafone atuam os portugueses Pista e Sensible Soccers e os brasileiros Boogarins.

A 'cidade do rock' tem ainda outros três palcos: Eletrónica, que inclui uma piscina com festas entre as 18:00 e as 21:00, Rock Street, com música entre as 16:15 e as 22:00, e Street Dance, que abre às 17:00 e encerra às 21:30.

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