Um enfermeiro falcoeiro e um búteo de Harris chamado Setembro

É apresentada como uma das mais antigas relações entre o homem e a ave. A falcoaria volta a candidatar-se a Património Cultural Imaterial da Unesco.

Praticada há mais de 4 mil anos, a falcoaria é uma modalidade de caça, que consiste em treinar aves de presa para a caça de animais selvagens no seu ambiente natural. Seis anos depois de ter sido inscrita na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Unesco, numa candidatura submetida por onze países, a falcoaria volta a apresentar-se aos peritos internacionais, com um dossier mais alargado que reúne 18 países, incluindo Portugal.

A candidatura vai ser analisada durante a 11.ª reunião do seu Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que decorre até sexta-feira, na Etiópia.

Reportagem de Isabel Meira e Herlander Rui

00:0000:00

O dossier de candidatura refere que a falcoaria começou por ser uma forma de conseguir alimento, mas foi ganhando outros valores ao longo dos séculos e é hoje uma prática associada à camaradagem e à partilha de valores. É praticada por homens e mulheres em mais de 60 países.

A parte portuguesa argumenta que há registos da prática da falcoaria no território nacional desde o século XII e que essa prática se manteve inalterada ao longo dos séculos. A candidatura foi apresentada pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, a Universidade de Évora e a Associação Portuguesa de Falcoaria.

O autarca de Salvaterra de Magos, Hélder Esménio, destaca a importância da falcoaria

00:0000:00

À TSF, o autarca de Salvaterra de Magos, Hélder Esménio, destaca a relação entre a falcoaria e o município, que há cerca de dois anos se registou como Capital Nacional da Falcoaria.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados