O truque faz sempre sucesso: uma mulher entra numa caixa e é serrada ao meio. No final, sai de lá intacta. O ilusionista Tony Klauf sabe bem como é que isso se faz, mas já diz o ditado que o segredo é a alma do negócio.
O ilusionista garante que quem estiver mesmo interessado acaba por descobrir facilmente com alguma pesquisa. Mais difícil mesmo é depois conseguir executar a técnica com precisão para que o ilusionismo pareça magia.
No grande armazém de Gaia onde guarda o seu acervo, Klauf tenta conservar uma coleção de material relacionado com a temática que foi juntando ao longo de quase 40 anos. Algum material já está inventariado e classificado: objetos, adereços, papeis, livros, posters, numa quantidade muito, muito grande.
Depois de há alguns dias o Público ter feito uma reportagem sobre a necessidade urgente deste acervo ser preservado e exposto, ele já recebeu alguns contactos de particulares para o ajudarem. Falta um apoio mais institucional.
Subscrever newsletter
Subscreva a nossa newsletter e tenha as notícias no seu e-mail todos os dias
Tony Klauf tem também uma empresa dedicada à produção de adereços de teatro. A Magiarte faz peças, por exemplo, para os teatros nacionais Dona Maria II e São João.
Um mundo para criar ilusões, um espaço com uma coleção armazenada entre paredes escuras e apertadas, um ilusionista que quando tinha 20 anos, nos anos 70 se dedicava a fazer espetáculos em obras de beneficiência. Apresentado com o nome artístico de Tony Klauf, porque na altura era moda os ilusionistas usarem uma letra do alfabeto grego.
Foi por essa altura que começou também a colecionar tudo sobre magia e ilusionismo. São muitos anos... e muito dinheiro investido.

