A fé de Cardinal num Portugal campeão e o "crescimento enorme" do Cazaquistão

Pivot de 36 anos confessa que sentiu vontade de entrar em campo durante o Portugal-Espanha desta segunda-feira. Comentado Rui da Cruz avisa que o próximo adversário tem uma equipa "diferente" e coesa.

Portugal garantiu esta segunda-feira um lugar nas meias-finais do Mundial de futsal e já sabe que o Cazaquistão é o próximo adversário no caminho até à final.

Entre os 16 convocados para o torneio, há uma ausência de peso: Fernando Cardinal. O pivot do Sporting está a recuperar de uma lesão grave e não pôde dar o seu contributo à equipa nacional, mas na TSF, assumiu que o sofrimento à distância chegou a dar-lhe vontade de entrar em campo "em certos momentos".

"Vi o jogo, não podia perder este grande espetáculo", assinala o jogador de 36 anos, que não vê o percurso que os portugueses neste torneio como uma surpresa. "A seleção tem qualidade", algo que se comprovou em 2018, com a conquista campeonato da Europa, realça.

Há um "toque de excelência" no grupo de trabalho liderado por Jorge Braz e que, garante Cardinal, não deve querer ficar por aqui. "Espero que atinjam o nível máximo", desejou, enquanto, confessava, via o Irão-Cazaquistão, de onde sairia o adversário português nas meias-finais.

São "duas grandes seleções, de qualidade" e ambas já defrontaram Portugal, mas uma delas não deixa as melhores memórias: o terceiro lugar no Mundial de 2016 foi perdido para o Irão, depois de uma derrota frente à Argentina.

Cinco anos depois, Cardinal não tem dúvidas. "Portugal é melhor" e será sempre favorito. E se a final do Mundial se tornar mesmo numa realidade, chame-se o adversário Brasil ou Argentina, há que manter o respeito próprio: "Também se complica para o lado deles, somos os atuais campeões da Europa." Uma final nunca é fácil, "mas tudo é possível. É um fantástico título que nos falta a todos. Estou com muita fé."

Cazaquistão é "bem mais forte do que o Irão"

Para Rui da Cruz, comentador de futsal e biógrafo de Ricardinho, o Cazaquistão acaba por ser o pior adversário para Portugal. "É bem mais forte do que o Irão, com um crescimento enorme", assente não só na naturalização de jogadores brasileiros como Douglas Júnior e Leo Higuita. Este último é "um dos melhores guarda-redes do mundo" e particularmente forte em situações de cinco para quatro.

Nada que preocupe Rui da Cruz, já que a seleção portuguesa "está a defender muito bem" essa situação de jogo, sendo mesmo uma dimensão da equipa nacional que "merece nota máxima" e que voltou a ser posta à prova esta tarde, no jogo frente a Espanha.

"Confirmámos o bom momento, mas creio que no próximo Mundial Portugal estará ainda mais forte", defende o comentador. O conjunto luso é "bom" e acaba por beneficiar de uma condição especial: esta é a primeira vez que as convocatórias incluem 16 atletas. Jorge Braz "soube mesclar bem o conjunto", entre experiência e jogadores mais jovens "têm feito um percurso soberbo, no último ano conquistaram tudo ao serviço do Sporting".

Assim, construiu-se uma equipa com "capacidade e muito trabalho", um grupo que é "muito idêntico ao que conquistou o europeu de 2018". Mas o trabalho começou "lá muito atrás" e deve ter continuidade daqui a quatro anos.

O próximo jogo de Portugal é frente ao Cazaquistão, uma equipa "diferente, que defende bem, constrói e é coesa", resultado dos muitos cazaques que "já fizeram um percurso de formação". A partida tem relato na TSF a partir das 18h00 de quinta-feira.

*com Bruno Sousa Ribeiro e Nuno Domingues

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