Mais um empate e mais expulsões. Sporting perde oportunidade de se aproximar mais do Braga

O Sporting e o Marítimo empataram sem golos na Madeira e os leões perderam a oportunidade de se aproximar do Braga.

Sporting e Marítimo não conseguiram chegar ao golo, empataram nos Barreiros, mas fica para a história do jogo a diferença entre a primeira e a segunda parte. É caso para dizer: o intervalo salvou um jogo que estava a ser tudo menos satisfatório.

Valeu a atitude que os jogadores do Sporting trouxeram dos balneários para o início da segunda parte, as tentativas de chegar ao golo - mais para os leões, mas também para os insulares - e um senhor chamado Charles que brilhou na baliza dos madeirenses.

Para as contas da partida ficam ainda dois factos impossíveis de ignorar: quando o Sporting teve a possibilidade de ficar a um ponto do Braga (e do terceiro lugar) voltou a falhar e conquistou apenas um ponto na deslocação aos Barreiros. E, já agora, mais uma expulsão para o a equipa de Alvalade. Coates foi expulso já no tempo de compensação. São três expulsões nos últimos quatro jogos. Como se não bastasse, o treinador dos guarda-redes, Nélson Pereira, e Marcel Keizer também acabaram expulsos.

Uma primeira parte sem história

Os Barreiros estão longe de terem assistido a um início de jogo emocionante, muito pelo contrário. O ritmo de jogo da primeira parte foi lento, as oportunidades poucas e nem os leões nem os insulares se impunham, apesar da iniciativa pertencer essencialmente à equipa de Alvalade. Nos primeiros 10 minutos valeu apenas um remate de longe de Bruno Fernandes, mas sem consequências para o Marítimo.

Apesar dos minutos irem passando mais no meio-campo do Marítimo, Getterson esteve muito perto de inaugurar o marcador, mas atirou a bola por cima da baliza. O susto parece ter dado uma força aos leões que responderam com uma jogada em que Diaby combinou com Acuña, que serviu Bas Dost, mas o holandês não foi certeiro. Charles ficou com o mérito da defesa.

Nem Bruno Fernandes fazia milagres. O Marítimo cometeu o erro de oferecer um livre ao Sporting, esquecendo-se do médio mais goleador da Europa e senhor dos livres. Mas, desta vez, o 8 leonino preferiu o cruzamento e passou o friozinho na barriga dos insulares.

Os leões tiveram muito mais posse de bola, mas de pouco valeu. As contas do final da primeira parte apontaram quase para 70%, mas nada foi suficiente para marcar. Faltaram passes certeiros, cruzamentos e eficácia. Viu-se um Sporting com poucas soluções na hora da verdade.

O melhor estava para vir

Os leões vieram com mais garra para a segunda parte do jogo, impuseram ritmo e aceleraram, o que também obrigou o Marítimo a reagir e a aproveitar algumas oportunidades em contra-ataque.

Numa altura em que o Marítimo pressionou o Sporting e procurava o golo, eis que não mais um livre para Bruno Fernandes, depois de Rúben Ferreira ter perdido para Raphinha e ter puxado o pé do adversário para o travar. O leão não faz o golo, mas havia mais emoção no encontro. Nem parecia o segundo tempo de uma partida tão apagada até então.

A bola entrou muito mais vezes na área de Charles do que na primeira parte. Pela esquerda, pela direita ou pelo centro do terreno, a equipa leonina procurava o golo que não chegava, muitas vezes graças ao guarda-redes dos insulares que defendeu muito durante o segundo tempo.

Veja o resumo do jogo:

Veja o lance da expulsão de Coates:

Onze do Marítimo: Charles; Rúben Ferreira, Zainadine, Grolli, Nanu; Renê, Pelágio, Vukovic, Barrera; Edgar Costa, Getterson.

Onze do Sporting: Renan; Ilori, Coates, Borja; Ristovski, Wendel, Gudelj, Acuña, Bruno Fernandes; Diaby, Bas Dost.

Suplentes do Marítimo: Pedro Mateus, Bebeto, Correa, Rodrigo Pinho, Gamboa, Fabrício, Joel Tagueu.

Suplentes do Sporting: Salin, Jefferson, André Pinto, Raphinha, Francisco Geraldes, Luiz Phellype, Doumbia.

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