"Ainda penso no ataque." Mathieu já foi ouvido em Monsanto

Jogador do Sporting diz que, na véspera do ataque, viu Bruno de Carvalho "com um discurso calmo" e garantiu que os atacantes tentaram encerrar os atletas no balneário.

O jogador francês do Sporting, Mathieu, conta que estava no balneário da Academia de Alcochete quando entraram 20 a 30 pessoas: "Ouvi-os perguntar onde estavam William, Patrício, Battaglia e depois Acuña."

"A porta estava aberta e Vasco Fernandes tentou fechá-la, mas nesse momento alguém a forçou", conta o francês aos juízes reunidos no Tribunal de Monsanto.

O primeiro a ser agredido foi Acuña, com as mãos e por "duas ou três pessoas". Josip Misic foi golpeado com um cinto. Enquanto isso, ouviu os adeptos dizer que "o Sporting somos nós".

Mathieu recorda ainda que alguns dos adeptos tentaram pedir calma aos restantes, mas perceberam que a situação estava descontrolada.

Na reunião com o presidente Bruno de Carvalho, que tinha ocorrido no dia anterior ao ataque, o francês lembra o então responsável leonino com um discurso calmo e falando do grupo como uma "família". O defesa central recorda que já tinha visto o presidente irritado com Rui Patrício e William Carvalho noutras ocasiões, mas nesta o tom foi diferente.

"No final dos jogos ainda penso no ataque", assegura Mathieu. "A razão pela qual ficaram à porta foi para impedir a saída", explica, sobre o momento do ataque e a atitude dos agressores.

"Não mudei os meus hábitos mas tenho medo que se repita", disse o francês em jeito de conclusão.

O julgamento continua na terça-feira dos jogadores Bruno Fernandes e Ristovski, mas a primeira testemunha do dia será o secretario técnico Vasco Fernandes.

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