Mayorga transfere queixa contra Ronaldo por violação para o tribunal federal

Caso tinha sido reaberto há cerca de oito meses, depois de a mulher que acusava o futebolista português ter apresentado às autoridades novas informações sobre o caso. Queixa saiu do tribunal estatal e passa agora para o tribunal federal.

O caso da mulher que acusa Cristiano Ronaldo de a ter violado num hotel em Las Vegas vai transitar do tribunal estatal do Nevada para o tribunal federal.

Esta manhã, a agência Bloomberg noticiou que a alegada vítima, Katheryn Mayorga, tinha retirado a queixa do tribunal estatal do Nevada, no último mês, com a publicação a sublinhar que não era claro se a mulher e o futebolista português tinham chegado a um eventual acordo.

No entanto, o jornalista Rafael Buschmann, responsável pela investigação da revista alemã Der Spiegel que revelou o caso em outubro de 2018, garante que a queixa não foi retirada, mas, sim, que apenas seguiu para um tribunal diferente.

"O caso não está fechado, está apenas num tribunal diferente agora. Depois de não ter sido possível aos advogados de Mayorga intimar Ronaldo, eles apresentaram o caso no tribunal federal", explicitou o jornalista, indicando que a retirada da queixa do tribunal estatal não significa a desistência do caso. Na realidade, a confirmar-se esta ação, o caso deixa mesmo de ter dimensão estatal para passar a ter uma dimensão nacional.

A TSF contactou os representantes legais de Cristiano Ronaldo nos Estados Unidos da América, que não se mostraram disponíveis para prestar esclarecimentos.

A 27 de setembro de 2008, a alegada vítima, uma norte-americana de 34 anos, tinha apresentado uma queixa contra Cristiano Ronaldo por um crime que teria sido cometido em 2009. O caso foi reaberto depois de a mulher ter apresentado novas informações sobre a alegada violação , colaborando com as autoridades na investigação. Note-se que, no Estado norte-americano do Nevada, os crimes sexuais não prescrevem desde que tenham sido devidamente reportados às autoridades.

Segundo a versão da mulher, Ronaldo terá conhecido Kathryn Mayorga numa discoteca em Las Vegas, em junho de 2009. O futebolista teria convidado um grupo de pessoas, entre as quais estava a alegada vítima, para a penthouse que ocupava no hotel onde estava hospedado. A mulher alega que, enquanto mudava de roupa na casa de banho, Cristiano Ronaldo lhe terá pedido para executar atos sexuais, empurrando-a depois para o quarto e violando-a.

Kathryn Mayorga teria depois sido levada a assinar um acordo para manter o silêncio sobre a alegada violação, pelo qual terá recebido 375 mil dólares (cerca de 324 mil euros). Com a reabertura do caso, a alegada vítima pedia uma indemnização no valor de 200 mil dólares (cerca de 173 mil euros) pelos danos que lhe foram causados.

Cristiano Ronaldo sempre negou publicamente a acusação. "Sou um homem feliz. Os meus advogados e eu estamos confiantes", disse o jogador português na altura, em reação ao caso.

Notícia atualizada às 13h30

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de